domingo, 7 de abril de 2013

amor assassino !


amor assassino


- Ma-mamãe? - a menina acordou no meio da noite. Teve uma sensação esquisita... Uma sensação de insegurança. Foi com sua cadeira de rodas até o quarto de sua mãe. Estava tudo muito quieto e escuro, naquela noite havia acabado a luz no bairro, e a garota não conseguia enxergar nada. Foi até o quarto com muita dificuldade.
- Mãe? -a menina foi abrindo a porta lentamente. A porta estava velha, e rangeu muito alto. Ela não conseguiu enxergar nada. Estava tudo muito escuro. Foi com sua cadeira de rodas até a cama de sua mãe, mas esbarrou com alguma coisa no meio do caminho: diante dela estava o cadáver de sua mãe, toda esfaqueada e ensanguentada. A menina deu um grito e começou a chorar. Ouviu passos atrás dela. Virou-se, e tudo que pôde ver era o corpo de um homem diante dela. Para ser um pouco mais exata, um garoto. A menina começou a entrar em pânico, tentou fugir, mas caiu quando tentou passar pela porta. O garoto vai até ela, com uma faca na mão.
- N-não! P-por favor!! Não... não me mate!!! - a garota começou a chorar de novo. O menino olhou para ela, estava pronto para matá-la, mas por algum motivo, não conseguiu. Ao invés de matar a garota, ele foge.
Quarta-feira, 4:03 da madrugada.
- T-tia? - a menina liga para casa de sua tia. Ela não conseguia parar de chorar, estava soluçando sem parar, estava totalmente em pânico e em estado de choque.
- Julie? Julie, o que foi? Acalme-se! Está tudo bem??!- com dificuldade, a menina consegue contar tudo. A tia de Julie foi imediatamente buscar a garota. Elas chamam a polícia, e levam Julie para o hospital. A menina está passando muito mal, necessitava de cuidados imediatamente.
Sua tia a acompanhou, ficou esperando até poder entrar no quarto.
- Julie? Está melhor? - a garota ainda chorava. A tia segurou sua mão.
- Não se procupe, querida. Eu estarei aqui com você. - as duas começam a chorar novamente.
- Tia.... a senhora realmente amava minha mãe? 
- Claro, meu amor. Eu a amava como uma irmã. Seu pai também a amou muito. Mesmo sendo minha cunhada, eu considerava uma irmã. 
- E meu pai?
- Também, querida. E também amo muito você. Cuidarei de você como se fosse minha filha. Não se preocupe, minha pequena. Eu vou te proteger de todo mal...- e as duas se abraçam.
Cerca de um mês depois....
- Pronto,querida? Já arrumou tudo?
-Sim, tia. Obrigada...
- Vá com Deus! Não se esqueça, hoje você tem aula de piano!
- Ok, ok...- Julie dá um beijo em sua tia.- Até mais tarde, tia!
- Veja só quem apareceu, finalmente! - diz Lizzy, a melhor amiga de Julie.
- Olá, Lizzy. Quanto tempo!- as duas vão caminhando para o colégio. Pelo jeito tinham muitos assuntos para colocar em dia...
Chegando ao colégio, Julie é bem recebida por todos, ganha abraços de todos os colegas e professores. 
O sinal toca, avisando que é hora de ir embora. 
-Quer que eu te acompanhe, Julie?- pergunta Lizzy
- Não, obrigada. Agradeço, mas posso ir sozinha.
A garota vai caminhando de volta para casa, quando se depara com um garoto sentado perto de um monte de caixas. Estava com um moletom branco, com olhos queimados ao redor, suas roupas estavam todas sujas de sangue.
- MEU DEUS!! O que houve? Você está bem?!- o garoto leva um susto ao olhar para o rosto da menina. Já tinha visto aquela figura em algum lugar... Não conseguia se lembrar.
- Sim, estou bem...
- Tem certeza? Deixe-me cuidar de seus ferimentos...
- Não! Eu estou bem! - o menino estava ficando nervoso.
- Então tá.... qual seu nome? O meu é Julie! - a garota sorriu. O menino nunca tinha visto rosto mais belo e feliz que o dela. Algo nela tinha o conquistado... O sorriso? O brilho de seu olhar? A felicidade estampada em seu rosto?
O garoto não parava de olhar para ela. Julie estava estranhando.
- Ahn.... qual seu nome?
- Ah, desculpe! - o menino sorriu - Meu nome é Jeff...
- Jeff? Que nome bonito!
- O-obrigado. O seu também....
- Muito obrigada, Jeff!- a menina sorriu. - Você precisa trocar de roupas! Essas estão sujas de sangue!
- Não preciso que troquem minha roupa! Estou muito bem assim!
- Mas você está todo sujo....
- E DAÍ?! Pare de se intrometer e me deixe em paz, garota chata!!- Julie desistiu e foi embora.

A menina não parava de pensar em Jeff. Por que a roupa dele estava suja daquele jeito? Por que ele não queria aceitar ajuda? Ele estava bem? Estava perdido? A menina não via a hora de poder encontrá-lo novamente na manhã seguinte. E foi exatamente o que aconteceu.
- Jeff? Você aqui de novo?
- Não! É uma ilusão, não está vendo?- a garota deu uma risadinha. Jeff não estava tentando ser engraçado! Por que ela riu?
- Vamos! Deixe-me cuidar de você! Prometo que depois não vou te perturbar!
- Mas o que você vai fazer comigo?
- Comprar novas roupas! E você deve estar com fome, não?
- U-um pouco.
- Venha, minha casa é por aqui!
Chegando em casa, a tia de Julie leva um susto.
- JULIE!! Quem é esse? Não sabia que iria trazer gente aqui! Por que não me avisou, menina?!
- De-desculpe! Ele estava perdido! Está com as roupas sujas e morrendo de fome! Eu quis ajudá-lo.... Seu nome é Jeff! Parece que ele se machucou!
- Está bem... Jeff, pode ir se lavar no banheiro. Dê-me suas roupas para eu lavar. - o garoto ficou vermelho.
- Está tudo bem, não somos tão pervertidas! - Julie riu.
A menina foi para o quarto, enquanto o garoto tomava banho e a tia lava as roupas. Julie pegou uma fotografia. Era a fotografia de sua mãe. Por algum motivo, estava toda queimada e amassada. Ela havia guardado com carinho na gaveta, mas alguém estragou-a.A menina foi para o quarto, enquanto o garoto tomava banho e a tia lava as roupas. Julie pegou uma fotografia. Era a fotografia de sua mãe. Por algum motivo, estava toda queimada e amassada. Ela havia guardado com carinho na gaveta, mas alguém estragou-a. Era a única recordação que tinha de sua mãe. As duas eram realmente parecidas. As duas tinham cabelos loiros, pele branca,olhos verdes e bochecha rosada. 
- Pronto, terminei. Feliz agora?- a garota olhou para trás.
- Ótimo! Agora suas roupas estão limpas, e você está cheiroso! Bem melhor...
- Posso ir embora agora?
-Ainda não! Você precisa comer alguma coisa! Minha tia está fazendo o jantar, venha.
- Pronto, pode sentar-se aqui, Jeff. Pode comer o quanto quiser.- Jeff se surpreendeu. Nunca tinha comido algo tão bom em toda sua vida. A comida da tia de Julie era realmente deliciosa.
- Pronto, terminei. Posso ir?- Julie olhou para Jeff, com aquele olhar de "Não vá, fique mais um pouco!"
- Ahn... você não quer dormir aqui hoje, Jeff? Está frio lá fora, e muito escuro para voltar para casa. Amanhã de manhã você vai...
- Mas eu... -Jeff não tinha coragem de negar. Olhava para o rosto de Julie, não conseguia dizer "Não".
- T-tá legal... - o garoto fez cara feia.
- Venha! Vou arrumar a cama para você dormir! Tem um quarto a mais, pode dormir nele!
Julie arrumou o quarto perfeitamente para Jeff. O garoto estava com vergonha de agradecer a gentileza, já estava envergonhado o bastante.
- Prontinho! Deite-se! Se precisar de algo, estou no quarto ao lado.- disse Julie, com a voz mais doce do mundo.
- B-boa noite... J-Julie...- disse Jeff, baixinho, com as bochechas vermelhas.
Ás três da manhã, a garota acordou com uma sensação estranha novamente. Dessa vez era diferente... uma sensação de preocupação.
- Por que?? Por que estou sentindo isso?! Eu... - a menina foi até sua cadeira de rodas com sacrifício e foi até o quarto onde Jeff dormia. Por alguma razão desconhecida, Jeff não estava lá.
Ás três da manhã, a garota acordou com uma sensação estranha novamente. Dessa vez era diferente... uma sensação de preocupação. 
- Por que?? Por que estou sentindo isso?! Eu... - a menina foi até sua cadeira de rodas com sacrifício e foi até o quarto onde Jeff dormia. Por alguma razão desconhecida, Jeff não estava lá..
- Jeff? Está aí? -ninguém respondeu. Ela procurou pela casa toda, mas não achou ninguém. Sua tia ainda dormia, a menina foi bem quieta pegar um guarda-chuva, um casaco e uma toalha.
Ela saiu pela cidade no meio da chuva para procurar Jeff. A chuva só aumentava, e estava começando a ventar forte. A menina achou Jeff no meio das caixas, como antes.
- J-Jeff?- Julie não tinha certeza se era mesmo Jeff que estava ali- JEFF!! O QUE ESTÁ FAZENDO AÍ?! - a garota foi rápido até o menino.
- Julie? - o menino estava com frio e todo molhado. 
- Toma... peguei uma toalha para você!- Ela ergueu o guarda-chuva para proteger Jeff da chuva.
- Por que você está aqui?
- Eu que pergunto! O que está fazendo aqui?!
- Eu não quis ficar na sua casa. Senti que estava incomodando vocês.
- O quê? Você não incomodou nada, seu bobo! - a menina deu uma risadinha. - Eu vim aqui para levá-lo para minha casa. Pelo menos durma lá essa noite! Olha só que chuva!
A chuva estava realmente muito forte. E a ventania só aumentava cada vez mais. Os dois não podiam voltar para casa.
- Acho que teremos que ficar aqui até a chuva passar...- a garota estava tremendo de frio, estava toda molhada. Ficou encolhida por alguns minutos, e logo adormeceu. Jeff viu que ela estava tremendo, tirou seu moletom e a cobriu. Não tinha adiantado nada, ela continuava tremendo. Jeff a abraçou.
   Os dois dormiram por duas horas, enquanto a chuva não passava. Quando ela passou, as ruas estavam escorregadias, e ainda estava nublado. Outra tempestade poderia começar a qualquer momento. 
Jeff acordou primeiro que Julie. Viu que a menina estava num sono profundo, e não quis acordá-la. Pegou Julie no colo, colocou-a com cuidado na cadeira de rodas e levou-a para casa.
Mais tarde, a garota acordou em sua cama. Chamou por sua tia.
- Quem me trouxe para cá, tia? 
- Foi Jeff, querida. Ele não queria te acordar.
- E onde ele está?
- Ele disse que precisava ir para casa. - a menina olhou para sua tia e disse que queria ir dar uma volta. Vestiu sua calça jeans, seu casaco e dobrou o moletom branco de Jeff perfeitamente. Pegou uma flor do vaso de sua tia, e foi procurar Jeff.

- Quem me trouxe para cá, tia? 
- Foi Jeff, querida. Ele não queria te acordar.
- E onde ele está?
- Ele disse que precisava ir para casa. - a menina olhou para sua tia e disse que queria ir dar uma volta. Vestiu sua calça jeans, seu casaco e dobrou o moletom branco de Jeff perfeitamente. Pegou uma flor do vaso de sua tia, e foi procurar Jeff.
 A garota encontrou Jeff novamente sentado no meio das caixas. Mas o que tinha de tão interessante naquele lugar? Será que era lá que ele morava? Julie não fazia ideia. Tudo era tão confuso...
- O que faz aqui de novo?- Jeff levou um susto.
- PARE DE ME PERSEGUIR!!!
- De-desculpe se te irritei... Eu só quis agradecer a gentileza de ter me levado para casa ontem. O-obrigada...
- Tudo bem, não foi nada.- Jeff ficou vermelho e se arrependeu de ter gritado com Julie daquele jeito.
- Toma..- Julie entregou o moletom e a flor para Jeff.
- O que é isso?- ele olhou torto para a flor que a garota entregou a ele.
- Uma flor! - ela sorriu
- O que é uma flor?
- Você não sabe o que é uma flor?
- N-não...- a menina não sabia como explicar. Ela sabia o que era uma flor, mas não sabia como explicar para ele. 
- Bem... na verdade, é meio complicado explicar o que é uma flor. Eu conheço um lugar que eu ia com a minha avó e a minha mãe quando era pequena. É lindo! Venha, vou te mostrar!
Julie foi com Jeff até um campo onde tinha flores, árvores e bichos. Era um lugar realmente bonito!
- Eu costumava brincar com minha mãe e minha avó aqui. Mas depois que minha avó faleceu, minha mãe nem pensou mais em vir aqui.
- Sua avó morreu do quê? 
- Eu estava atravessando uma rua movimentada, e estava vindo um caminhão. Minha avó foi tentar me salvar de ser atropelada, e morreu. E o caminhão também acertou minhas pernas, foi assim que fiquei paraplégica. - Jeff viu os olhos da menina se encherem de lágrimas e secou os olhos de Julie.- Que coisa horrível, Julie...- Jeff tentou parecer um pouco triste, mesmo achando a desgraça algo muito divertido.

- É, eu sei... Ei! Que tal nós esquecermos isso, e rolarmos na grama? É divertido! -Julie sorriu.
- Rolar na grama? - disse Jeff, confuso.
- Sim! É uma brincadeira! Nós vamos rolando até lá embaixo, e depois subimos até aqui de novo, e rolamos até lá de novo... entendeu?
-Parece divertido...
- Então vamos! -Julie disse animada.
Os dois brincaram a tarde toda, como se fossem duas crianças. Jeff até que achou divertido aquela brincadeira. Era a primeira vez que brincava daquilo. Aliás, era a primeira vez que se divertia de verdade, desde que assassinou sua família e ficou louco.
- Agora vamos tomar um sorvete e ir para casa!
Chegando na sorveteria, Jeff não sabia qual sabor escolher, então, Julie escolhe para ele.
- Morango, está bom? -Jeff gostou do sorvete. A cor lembrava o sangue de suas vítimas, só que um pouco mais claro.
Chegando na porta da casa de Julie, a menina o convida para entrar. Ela não queria que ele passasse a noite naquelas caixas de novo.
- Por favor, Jeff! Entre! Não quero que você fique no meio daquelas caixas novamente! Por favor!!
A garota pediu com tanta educação, que Jeff não conseguiu negar.
- Aqui está! Arrumei seu quarto e sua cama! Prontinho.
- O-obrigada, Julie...
Julie foi para o quarto dela, e Jeff ficou sozinho. Pensou um pouco, estava sem sono.
"O que está acontecendo comigo? Eu...eu não consigo dizer 'não' pra ela, não consigo olhar nos olhos dela, fico vermelho quando falo com ela, e não posso matá-la. Será que eu estou... apaixonado?" O menino ficou vermelho. "NÃO!! Não posso me apaixonar! Sou um assassino! Eu mato as pessoas! É isso mesmo! Eu tenho que matá-la! Mas eu... eu não consigo..." O garoto perdeu o sono, foi até o quarto de Julie.
A garota estava quase sem cobertor. Jeff foi até ela e a cobriu. Disse para si mesmo: "Eu nunca conseguirei matá-la." Voltou para seu quarto, e dormiu.Julie acordou preocupada com Jeff. Ela torcia para que o garoto não tivesse saído para a rua de novo. "Por favor, por favor, ainda esteja aí..." ela dizia baixinho para ela mesma.
Ela vai até o quarto de Jeff. Ele ainda estava lá.
- Jeff? - ela o chama.- Jeff...?- ela o cutuca. -JEEEEEEEEEEFF!!!- o garoto acorda assustado.
- AAAAAH!! O QUE É??
- Desculpe, você não acordava, então eu tive que GRITAAAR pra ver se você me ouvia! Enfim... venha aqui, quero que veja uma coisa!
- O que você quer que eu veja?
- Venha aqui!
A garota o leva para uma sala vazia, onde tudo que tinha no local era um piano.
- O que é isso?
- É um piano, nunca viu?
- Não...
- Vamos tocar!
- Mas como é que se toca um piano?!
- Eu te ensino! Sente-se! Já sei que música tocaremos. Aqui está a letra. 
A menina começa a tocare a cantar.
"Uma estrada solitária, cruzou outra linha fria de estado
Milhas longe daqueles que amo por razões difíceis de encontrar,
Enquanto me recordo de todas as palavras que você me falou.
Isso não ajuda, mas desejaria que eu estivesse lá,
De volta ao lugar onde eu amo estar"
Jeff começa a cantar junto com Julie, seguindo a letra.
"Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Pra cuidar dela enquanto eu não estiver por perto,
Quando eu estiver muito distante.
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo, oh não
Mais uma vez...

Não há nada aqui para mim, nessa estrada abandonada
Não há ninguém aqui enquanto a cidade dorme
E todas as lojas estão fechadas.
Isso não ajuda, mas penso nos tempos que tive com você,
Fotografias e algumas memórias irão me ajudar a superar, oh sim

Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Que a abrace enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez

Algumas procuras, nunca encontrando o caminho
Brevemente, elas vão se desperdiçando
Eu encontrei você, algo me disse para ficar ,
Eu cedi aos caminhos egoístas
E como eu sinto a falta de abraçar alguém
Quando a esperança começa a desaparecer....

Uma estrada solitária, cruzou outra linha fria de estado
Milhas longe daqueles que amo por razões difíceis de encontrar...

Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Que a abrace enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez"
(Dear God- Avenged Sevenfold).
- Gostei de cantar! -disse Jeff, sorrindo.
- Agora só falta tocar!
- Tocar? Mas eu não sei tocar.
- Eu te ensino, vamos lá! Sente-se.
Julie ensinou todas as notas que eram precisas para tocar a música inteira, escreveu-as num papel, e deixou-as com Jeff.
- Treine bastante! Quero ver você tocar para mim!
- Quando?
- O dia em que você souber tudo!
"Vou aprender o mais rápido possível" pensou Jeff.Todos os dias, Jeff treinava muito. Ficava dia e noite naquele piano. Queria porque queria aprender a música inteira para tocar para Julie.
A menina ficava observando Jeff escondida. Ele parecia tão sozinho... Julie queria fazer algo para que Jeff pudesse fazer mais amigos. A garota entrou na sala do piano queitinha, e se sentou ao lado de Jeff. O menino percebeu que ela estava lá, mas continuou tocando. Julie ficou impressionada com seu desempenho.
- Você está tocando muito bem, Jeff!
- O-obrigada... -Jeff fica vermelho.
- Eu estava pensando... você não se sente sozinho ás vezes?
- Ás vezes? Eu não tenho ninguém nesse mundo. A única pessoa que mais fala comigo é você.
- Você tem uma chance de conhecer novas pessoas e fazer mais amigos!
- Como?
- Venha na escola comigo! Vamos estudar juntos!
- O QUÊ?! Nem morto! Aquele lugar é sufocante, desagradável, e tem muita gente chata!
- Mas você disse que se sente sozinho! 
- Eu disse que me sinto sozinho, mas não disse que isso é algo ruim!
- Por favor, Jeff! Vamos estudar juntos!!
O menino ficou pensativopor alguns minutos, e finalmente aceitou a proposta de Julie. A menina ficou muito feliz, deu um grito de felicidade, e abraçou Jeff.
- Obrigada!! Tenho certeza que vai ser divertido! Eu prometo.
No dia seguinte, Julie foi até o quarto de Jeff acordá-lo, e avisar que estava na hora de ir para a escola.
- E se ninguém gostar de mim?
- Com certeza vão gostar! Você é divertido e tem um coração bom! As pessoas com certeza vão gostar de você.
Jeff abaixou a cabeça e ficou triste por alguns segundos. Ele não podia ser chamado de "Coração bom", pois já matou várias e várias pessoas, incluindo seus pais e seu próprio irmão.
Chegando na escola, Julie avisa para a professora que há um aluno novo na classe. A professora apresenta Jeff para a turma.
- Pessoal, este é Jeff, um novo aluno. Seja bem-vindo, Jeff! 
Jeff estava com um sorriso forçado no rosto, pois Julie disse para ele passar boa impressão. Mas parece que ninguém sorriu para ele. Todos olhavam para ele como se ele fosse um extraterrestre ou alguma coisa do tipo. Após a apresentação, Jeff foi se sentar ao lado de Julie.
- Ninguém sorriu. Eu estava sorrindo como você me pediu, mas ninguém sorriu de volta.
- Eles são assim com todos, não se preocupe. Eles vão gostar de você!
O resto da manhã foi bem chato. Jeff só ficou ao lado de Julie, e as amigas da garota nem quiseram se aproximar dela, pois tinham medo de Jeff.
Na hora da saída, Jeff e Julie foram juntos para casa.
- Mas olha só, que surpresa. Então esse é o seu amiguinho no qual você sempre leva pra sorveteria?
Os dois pararam e ficaram olhando. Diante deles estava Johnny, o garoto mais encrenqueiro da escola.
- Quem é ele, Julie?
- É o garoto mais perigoso do colégio, todos tem medo dele. Seu nome é Johnny.
- Bom, parece que vocês dois estão indo pelo caminho errado. Essa é a minha área, não permito que ninguém venha aqui.
- Não vejo nenhuma placa com seu nome. - disse Jeff.
- Ali está a placa. - Johnny apontou para uma pequena placa no muro. Estava realmente escrito seu nome. - Então parece que essa propriedade é minha.
- Nada disso! Esse lugar é público. 
- NÃO!! Eu quero que este lugar seja meu, e não permito que vocês atravessem minha área! Sumam daqui agora!
- NÃO!! NÓS PASSAREMOS POR AQUI E PRONTO! -gritou Julie.Johnny estava pronto para bater em Julie. Partiu para cima dela, puxou seu cabelo e derrubou-a no chão.
- O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! - gritou Jeff.
- Cala a boca, senão o próximo será você!
- DEIXE ELA EM PAZ! - Jeff começou a bater em Johnny, deu socos, tapas, chutes, fez o menino sangrar. Johnny estava quase chorando.
- SAI DAQUI AGORA! - Jeff estava muito bravo. Julie até ficou assustada, nunca tinha visto o menino tão furioso daquele jeito. Johnny saiu correndo, mas antes voltou para pegar a plaquinha. Parece que ele iria tomar posse de outro território.
- Je-Jeff?- Julie diz baixo, estava sem forças para falar. Johnny a jogou com muita força no chão. 
- Julie! Você está bem?- O menino abraça a garota.
- S-sim...
Não se preocupe, minha pequena. Eu vou te proteger de todo mal...- diz Jeff baixinho. Julie acaba ouvindo. Essa é a mesma frase que a tia de Julie disse á ela quando ela estava no hospital se recuperando da morte de sua mãe. Os dois ficam abraçados por um tempo. O coração de Jeff batia forte. "O que é isso?" ele pensa. Julie se sentia segura nos braços de Jeff. Sentia que poderia confiar nele, e que ele também poderia confiar nela.
Finalmente os dois vão para casa. Jeff diz que quer mostrar algo á Julie, e leva a garota até a sala de piano. Ele senta, e começa a tocar o começo da música que se esforçou tanto para aprender:
"Uma estrada solitária, cruzou outra linha fria de estado
Milhas longe daqueles que amo por razões difíceis de encontrar,
Enquanto me recordo de todas as palavras que você me falou.
Isso não ajuda, mas desejaria que eu estivesse lá,
De volta ao lugar onde eu amo estar"
Julie se senta ao lado de Jeff, e começa a tocar e a cantar com ele.
"Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Pra cuidar dela enquanto eu não estiver por perto,
Quando eu estiver muito distante.
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo, oh não
Mais uma vez..."
[...]
Os dois tocaram a música inteira várias vezes. Aquilo era muito divertido. Julie nunca teve a chance de tocar junto com alguém, e estava muito feliz por poder tocar em dupla pela primeira vez, ainda mais com Jeff.
A noite chega rápido. Os dois tocaram por mais ou menos duas horas sem parar. Chega a hora de ir para cama.
- Boa noite, Jeff! Até amanhã!
- B-boa noite, Julie...
A menina deita em sua cama e sorri. Estava feliz, por Jeff protegê-la daquele jeito, e também por ter aprendido a música e a tocá-la para ela. Nenhum menino fez isso por ela, Jeff era o primeiro.
No quarto ao lado, Jeff também estava feliz. Não só por ter abraçado e protegido Julie, mas também por ter feito ela sorrir tocando a música. Jeff ainda estava um pouco confuso em relação aos seus sentimentos. Mas queria ver Julie sorrir mais vezes. Ficou pensando, o que fazer para vê-la sorrir.No dia seguinte, Jeff acordou animado. Pensou a noite toda para onde poderia levar Julie para passear. Resolveu levar para uma cachoeira! Era sábado, e os dois não tinham aula. Julie estava lendo um livro em seu quarto, quando Jeff bateu na porta.
- Entre.- diz Julie.
- Bom dia, Julie! - diz Jeff, sorrindo.
- Caramba! Por que está tão feliz, Jeff?
- Porque eu quero te levar em um lugar! Se arrume, vamos logo!
- Está bem! Calma! Avise a minha tia.
Assim que Julie ficou pronta, eles foram. Jeff foi empurrando a cadeira de rodas de Julie bem rápido, Julie achou aquilo tudo muito divertido.
Chegando na cachoeira, Julie fica impressionada com tanta beleza. Ela nunca tinha ido naquela cachoeira, e nem saberia de sua existência, se não fosse Jeff. 
- Vamos nadar, Julie!
- Mas... eu não posso, minhas pernas não se movem...
- Eu te carrego! Vamos!
- T-tudo bem...
Jeff leva Julie perto da cachoeira, ela consegue tocar naquela água... achou fantástico! Quando os dois saem de lá, eles sentam no gramado e ficam lá por um tempo.
- Julie...
- O que foi, Jeff? - ela olhou para ele, e sorriu.
- Eu... eu..
- Você...?
- Eu... te... amo.
- O-o quê? - Julie fica vermelha.
- Eu te amo, Julie.- a garota ficou surpresa. Ela não sabia o que fazer. Julie sentia o mesmo por Jeff.
- Eu... eu também te amo, Jeff.
E foi ali, naquele gramado, perto daquela cachoeira, naquela tarde de sábado, que Julie e Jeff se beijaram.
- O que foi, Julie?
- Estava lembrando da minha mãe. Ela me disse um dia que queria me ver com alguém que me amasse de verdade, queria ver eu sorrir, encontrar a felicidade...
- E o que aconteceu com ela?
- Ela faleceu alguns meses atrás.
- Do quê?
- Bom, eu acordei de noite, fui para o quarto dela, e encontrei ela morta. Me virei, e encontrei um garoto, tentei fugir, mas ele me pegou. Mas por algum motivo, ele não conseguiu me matar. Estava pronto para tirar minha vida, mas fugiu bem na hora.
Jeff arregalou os olhos. O coração dele começou a bater depressa, muito depressa. Começou a suar frio.
- O que foi, Jeff? Está tudo bem?
- S-sim. E-e-está t-tudo bem. - o menino começou a gaguejar. Ele não sabia o que fazer. Não poderia contar a verdade para Julie, senão ela nunca mais o perdoaria. O que fazer, o que fazer? Jeff estava ficando fora de controle.
- Jeff, o que está acontecendo?
- NADA!! ME DEIXE EM PAZ!!
- Você está passando mal? Está com algum problema?
- NÃO!! ME DEIXE EM PAZ, JULIE!!
De repente, a garota foi lembrando daquele dia... era um garoto de moletom branco...olhos queimados ao redor...e aos poucos foi assimilando. O moletom todo sujo de sangue, essa reação inesperada de Jeff...ERA ISSO MESMO!! Foi Jeff que matou sua mãe! Foi Jeff que tentou matá-la aquele dia! Agora tudo fazia sentido... De repente, Julie começou a sentir um aperto no coração, uma tristeza inexplicável.
- Não... Não! NÃO!! Jeff, por favor! Diga que não foi você!
- Eu? Eu o que?
- Foi você, não foi? Você matou minha mãe! COMO VOCÊ PÔDE?? Diga a verdade!!
- Eu...Julie... por favor, me perdoe.
- Não... eu não acredito... NÃO PODE SER!! - Julie foi para a casa dela. Chorando, em estado de choque. Uma sensação quase idêntica a que sentiu quando viu sua mãe morta. A tia de Julie havia saído para trabalhar em seu escritório, e Julie estava sozinha. Se trancou no quarto, e desabou em lágrimas. Nunca sentiu tamanha decepção.
Jeff também estava triste. Ele sabia que de um jeito ou de outro descobriria. Ele sabia que Julie não era burra, e que era inteligente o bastante para descobrir, nem que isso demorasse. Mas ele a amava, amava de verdade. Um amor que não sentiu por mais nenhuma garota. Ele voltou para o cantinho escuro e pequeno, o cantinho em que adorava ficar quando se sentia mal: as caixas. Começou a chorar.
Jeff ficou lá por alguns minutos, mas não conseguia. Ele não queria ficar parado. Queria tanto pedir desculpas á Julie, mas sabia que ela não aceitaria. Ficou quieto e tentou dormir.
De repente, ouve um grito abafado. Era a voz de Julie, e vinha da casa dela. Jeff não pensou duas vezes, foi correndo ver o que estava acontecendo.
Chegando lá, ele bate na porta. Ninguém atende. Jeff arromba a porta.
- JULIE?! ONDE ESTÁ VOCÊ?! - ele grita desesperado.
- Ora, ora, ora... veja só o que temos aqui!- da escuridão, surge Julie, e mais um garoto...Randy. A mão de Randy estava tapando a boca de Julie, justamente para a menina não gritar. E na outra mão de Randy, estava uma faca, bem grande e afiada, apontada para a garganta de Julie.
- Mais um passo e eu corto a garganta dela.- Jeff olhou para Julie. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ao olhar para Jeff, Julie se sentiu um pouquinho mais segura, pois Jeff prometeu a ela que a protegeria de todo mal.
- Creio que se lembra de mim, não é, Jeff?- disse Randy, com um sorriso maligno.
- Sim, me lembro muito bem de você, Randy. Afinal, não foi você que me deixou todo branco?
- Olha só! Ainda se lembra! E onde está aquele seu irmão? Deixe-me lembrar o nome dele.. Liu, não é? Enfim, não vim aqui falar disso. Vim aqui com o objetivo de te matar.
- Veio me matar? Então se o assunto é comigo, por que está com uma faca apontando para a garganta de Julie?
- Julie? Então esse é o nome da sua namoradinha? Que ridículo.
- Ela não é minha namorada. E NÃO FALE ASSIM DELA!!
- Olha só... ficou todo nervosinho. Qual é, Jeff? Vai proteger essa vadia?
- Não fale assi...- Jeff deu um passo para frente, pronto para ir pra cima de Randy. O garoto deu um pequeno corte na garganta de Julie. Jeff parou na hora. Uma lágrima desceu do rosto de Julie.
- Largue a Julie.
- Por que eu largaria?
- Porque o problema é comigo! Julie não tem nada a ver!!
- Claro que tem! Julie é seu ponto fraco.- Ponto fraco?
- Sim, Jeff. Se eu a machucá-la, estarei machucando mais você do que estaria machucando diretamente. Por isso, não vou largá-la.
- JULIE NÃO MERECE SOFRER!!
- Jeff... - diz Julie bem baixinho. Randy tira a mão dele da boca da menina para ouvir o que ela tem a dizer. - Você é um assassino, não é?
- Julie, eu...
- SIM!! ISSO MESMO!! HAHAHAHAHAHAHAHHA!! Ela descobriu tudo, Jeff! Já era, o "amor da sua vida" ACABOU! Ela descobriu tudo! - Randy disse, enquanto ria.
- Eu... eu não pensei que... você fosse capaz de mentir para mim dessa maneira, Jeff!
- Julie, ele mentiu para você o tempo todo! Foi ele quem matou sua mãe! Ele que ia te matar! Ele matou a família toda dele! ACABOU PARA VOCÊ, JEFF THE KILLER! HAHAHAHAHAHAHA!!!
- Eu estava louco!
- Agora vai dar essa desculpa, Jeff? Não adianta! Você é um assassino mentiroso! Eu sei de tudo, Jeff! Eu estive observando você e Julie! Milagre eu ter te encontrado, não? Nessa pequena cidade... eu dei muita sorte. Eu observei você desde que chegou aqui! E hoje, finalmente, tive a chance de atacar! Eu estava esperando a melhor oportunidade. E consegui! Agora, você e Julie morrem aqui, agora!
Jeff não queria ver Julie sofrer. Queria vê-la livre daquela situação. Julie era forte. Conseguia sorrir, mesmo com tantos problemas, mesmo ao meio de tanto sofrimento e dor, nunca deixava de sorrir. Jeff a admirava por isso.
- Por favor... deixe Julie em paz. Mate-me de uma vez, mas a deixe em paz. Não faça ela sofrer.
- Jeff, não!! Você não pode morrer! Eu não posso viver sem você! Você foi a única pessoa que me amou de verdade! Por favor!! Não morra por mim!
- Julie! Não quero que você sofra! Tenho certeza que encontrará outra pessoa, e com ela será bem mais feliz. Randy, pode me matar, mas prometa não matá-la.
- Okay, okay... eu prometo.- Randy joga Julie no chão, e parte para cima de Jeff. A menina sobe em sua cadeira de rodas e vai rápido até ele. Randy está pronto para matá-lo, quando Julie entra na frente, e a faca acaba acertando seu coração. 
- JULIE!!! NÃO!!!
- Adeus, Jeff... eu te amo...- essas foram as últimas palavras de Julie.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHA!! Pelo jeito algo deu errado! Bom... parece que meu plano deu certo! Julie já foi eliminada. Você será o próximo!
A faca ainda estava no corpo da menina. Jeff abaixa-se e abraça Julie
- Julie, eu sinto muito...- ele começa a chorar.
- Olha só, que vergonha! Jeff, o assassino. Chorando pela morte de mais uma menininha insignificante.
Jeff tira a faca do coração de Julie, e acerta as pernas de Randy. Mesmo assim, o garoto não se rende. 
- Jeff, eu não sou desses que morre fác...- Jeff corta a cabeça de seu inimigo.
- Não perdoarei ninguém que fale mal de Julie perto de mim.
Com dois cadáveres em sua frente, não havia mais nada para fazer ali. Jeff olhou para o cadáver de Julie a última vez, e uma lágrima cai de seu olho.
Ele sai pela rua sem rumo, sem objetivo, de repente, começa a se lembrar da música que ele e Julie tocaram e cantaram juntos: 
Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Que a abrace enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez...
   De repente, Jeff para. 
- Mas.. mas o que eu estou fazendo? HAHAHAHHAHAHAHAHAHA!! Eu sou um assassino!! Eu MATO pessoas! O que aconteceu comigo? Meu objetivo é matar pessoas, não salvá-las! HAHAHAHAHAHA!! Com certeza, eu estava louco!! De agora em diante, a morte será a única coisa que importa para mim! HAHAHAHAHAHA!!- Jeff estava totalmente louco. Seus ataques de loucura voltaram. Jeff nunca mais foi capaz de se apaixonar novamente.
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Jornal: Foram registrados mais de 39 vítimas de assassinato naquela mesma semana. O assassino ainda é desconhecido

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