amor assassino
- Ma-mamãe? - a menina acordou no meio da noite. Teve uma
sensação esquisita... Uma sensação de insegurança. Foi com sua cadeira de rodas
até o quarto de sua mãe. Estava tudo muito quieto e escuro, naquela noite havia
acabado a luz no bairro, e a garota não conseguia enxergar nada. Foi até o
quarto com muita dificuldade.
- Mãe? -a menina foi abrindo a porta lentamente. A porta estava
velha, e rangeu muito alto. Ela não conseguiu enxergar nada. Estava tudo muito
escuro. Foi com sua cadeira de rodas até a cama de sua mãe, mas esbarrou com
alguma coisa no meio do caminho: diante dela estava o cadáver de sua mãe, toda
esfaqueada e ensanguentada. A menina deu um grito e começou a chorar. Ouviu
passos atrás dela. Virou-se, e tudo que pôde ver era o corpo de um homem diante
dela. Para ser um pouco mais exata, um garoto. A menina começou a entrar em
pânico, tentou fugir, mas caiu quando tentou passar pela porta. O garoto vai
até ela, com uma faca na mão.
- N-não! P-por favor!! Não... não me mate!!! - a garota começou
a chorar de novo. O menino olhou para ela, estava pronto para matá-la, mas por
algum motivo, não conseguiu. Ao invés de matar a garota, ele foge.
Quarta-feira, 4:03 da madrugada.
- T-tia? - a menina liga para casa de sua tia. Ela não conseguia
parar de chorar, estava soluçando sem parar, estava totalmente em pânico e em
estado de choque.
- Julie? Julie, o que foi? Acalme-se! Está tudo bem??!- com
dificuldade, a menina consegue contar tudo. A tia de Julie foi imediatamente
buscar a garota. Elas chamam a polícia, e levam Julie para o hospital. A menina
está passando muito mal, necessitava de cuidados imediatamente.
Sua tia a acompanhou, ficou esperando até poder entrar no
quarto.
- Julie? Está melhor? - a garota ainda chorava. A tia segurou sua
mão.
- Não se procupe, querida. Eu estarei aqui com você. - as duas
começam a chorar novamente.
- Tia.... a senhora realmente amava minha mãe?
- Claro, meu amor. Eu a amava como uma irmã. Seu pai também a
amou muito. Mesmo sendo minha cunhada, eu considerava uma irmã.
- E meu pai?
- Também, querida. E também amo muito você. Cuidarei de você
como se fosse minha filha. Não se preocupe, minha pequena. Eu vou te proteger
de todo mal...- e as duas se abraçam.
Cerca de um mês depois....
- Pronto,querida? Já arrumou tudo?
-Sim, tia. Obrigada...
- Vá com Deus! Não se esqueça, hoje você tem aula de piano!
- Ok, ok...- Julie dá um beijo em sua tia.- Até mais tarde, tia!
- Veja só quem apareceu, finalmente! - diz Lizzy, a melhor amiga
de Julie.
- Olá, Lizzy. Quanto tempo!- as duas vão caminhando para o
colégio. Pelo jeito tinham muitos assuntos para colocar em dia...
Chegando ao colégio, Julie é bem recebida por todos, ganha
abraços de todos os colegas e professores.
O sinal toca, avisando que é hora de ir embora.
-Quer que eu te acompanhe, Julie?- pergunta Lizzy
- Não, obrigada. Agradeço, mas posso ir sozinha.
A garota vai caminhando de volta para casa, quando se depara com
um garoto sentado perto de um monte de caixas. Estava com um moletom branco,
com olhos queimados ao redor, suas roupas estavam todas sujas de sangue.
- MEU DEUS!! O que houve? Você está bem?!- o garoto leva um
susto ao olhar para o rosto da menina. Já tinha visto aquela figura em algum
lugar... Não conseguia se lembrar.
- Sim, estou bem...
- Tem certeza? Deixe-me cuidar de seus ferimentos...
- Não! Eu estou bem! - o menino estava ficando nervoso.
- Então tá.... qual seu nome? O meu é Julie! - a garota sorriu.
O menino nunca tinha visto rosto mais belo e feliz que o dela. Algo nela tinha
o conquistado... O sorriso? O brilho de seu olhar? A felicidade estampada em
seu rosto?
O garoto não parava de olhar para ela. Julie estava estranhando.
- Ahn.... qual seu nome?
- Ah, desculpe! - o menino sorriu - Meu nome é Jeff...
- Jeff? Que nome bonito!
- O-obrigado. O
seu também....
- Muito obrigada, Jeff!- a menina sorriu. - Você precisa trocar de roupas! Essas estão sujas de sangue!
- Não preciso que troquem minha roupa! Estou muito bem assim!
- Mas você está todo sujo....
- E DAÍ?! Pare de se intrometer e me deixe em paz, garota chata!!- Julie desistiu e foi embora.
A menina não parava de pensarem
Jeff. Por que a roupa dele estava suja daquele jeito? Por que
ele não queria aceitar ajuda? Ele estava bem? Estava perdido? A menina não via
a hora de poder encontrá-lo novamente na manhã seguinte. E foi exatamente o que
aconteceu.
- Jeff? Você aqui de novo?
- Não! É uma ilusão, não está vendo?- a garota deu uma risadinha. Jeff não estava tentando ser engraçado! Por que ela riu?
- Vamos! Deixe-me cuidar de você! Prometo que depois não vou te perturbar!
- Mas o que você vai fazer comigo?
- Comprar novas roupas! E você deve estar com fome, não?
- U-um pouco.
- Venha, minha casa é por aqui!
Chegando em casa, a tia de Julie leva um susto.
- JULIE!! Quem é esse? Não sabia que iria trazer gente aqui! Por que não me avisou, menina?!
- De-desculpe! Ele estava perdido! Está com as roupas sujas e morrendo de fome! Eu quis ajudá-lo.... Seu nome é Jeff! Parece que ele se machucou!
- Está bem... Jeff, pode ir se lavar no banheiro. Dê-me suas roupas para eu lavar. - o garoto ficou vermelho.
- Está tudo bem, não somos tão pervertidas! - Julie riu.
A menina foi para o quarto, enquanto o garoto tomava banho e a tia lava as roupas. Julie pegou uma fotografia. Era a fotografia de sua mãe. Por algum motivo, estava toda queimada e amassada. Ela havia guardado com carinho na gaveta, mas alguém estragou-a.A menina foi para o quarto, enquanto o garoto tomava banho e a tia lava as roupas. Julie pegou uma fotografia. Era a fotografia de sua mãe. Por algum motivo, estava toda queimada e amassada. Ela havia guardado com carinho na gaveta, mas alguém estragou-a. Era a única recordação que tinha de sua mãe. As duas eram realmente parecidas. As duas tinham cabelos loiros, pele branca,olhos verdes e bochecha rosada.
- Muito obrigada, Jeff!- a menina sorriu. - Você precisa trocar de roupas! Essas estão sujas de sangue!
- Não preciso que troquem minha roupa! Estou muito bem assim!
- Mas você está todo sujo....
- E DAÍ?! Pare de se intrometer e me deixe em paz, garota chata!!- Julie desistiu e foi embora.
A menina não parava de pensar
- Jeff? Você aqui de novo?
- Não! É uma ilusão, não está vendo?- a garota deu uma risadinha. Jeff não estava tentando ser engraçado! Por que ela riu?
- Vamos! Deixe-me cuidar de você! Prometo que depois não vou te perturbar!
- Mas o que você vai fazer comigo?
- Comprar novas roupas! E você deve estar com fome, não?
- U-um pouco.
- Venha, minha casa é por aqui!
Chegando em casa, a tia de Julie leva um susto.
- JULIE!! Quem é esse? Não sabia que iria trazer gente aqui! Por que não me avisou, menina?!
- De-desculpe! Ele estava perdido! Está com as roupas sujas e morrendo de fome! Eu quis ajudá-lo.... Seu nome é Jeff! Parece que ele se machucou!
- Está bem... Jeff, pode ir se lavar no banheiro. Dê-me suas roupas para eu lavar. - o garoto ficou vermelho.
- Está tudo bem, não somos tão pervertidas! - Julie riu.
A menina foi para o quarto, enquanto o garoto tomava banho e a tia lava as roupas. Julie pegou uma fotografia. Era a fotografia de sua mãe. Por algum motivo, estava toda queimada e amassada. Ela havia guardado com carinho na gaveta, mas alguém estragou-a.A menina foi para o quarto, enquanto o garoto tomava banho e a tia lava as roupas. Julie pegou uma fotografia. Era a fotografia de sua mãe. Por algum motivo, estava toda queimada e amassada. Ela havia guardado com carinho na gaveta, mas alguém estragou-a. Era a única recordação que tinha de sua mãe. As duas eram realmente parecidas. As duas tinham cabelos loiros, pele branca,olhos verdes e bochecha rosada.
- Pronto,
terminei. Feliz agora?- a garota olhou para trás.
- Ótimo! Agora suas roupas estão limpas, e você está cheiroso! Bem melhor...
- Posso ir embora agora?
-Ainda não! Você precisa comer alguma coisa! Minha tia está fazendo o jantar, venha.
- Pronto, pode sentar-se aqui, Jeff. Pode comer o quanto quiser.- Jeff se surpreendeu. Nunca tinha comido algo tão bom em toda sua vida. A comida da tia de Julie era realmente deliciosa.
- Pronto, terminei. Posso ir?- Julie olhou para Jeff, com aquele olhar de "Não vá, fique mais um pouco!"
- Ahn... você não quer dormir aqui hoje, Jeff? Está frio lá fora, e muito escuro para voltar para casa. Amanhã de manhã você vai...
- Mas eu... -Jeff não tinha coragem de negar. Olhava para o rosto de Julie, não conseguia dizer "Não".
- T-tá legal... - o garoto fez cara feia.
- Venha! Vou arrumar a cama para você dormir! Tem um quarto a mais, pode dormir nele!
Julie arrumou o quarto perfeitamente para Jeff. O garoto estava com vergonha de agradecer a gentileza, já estava envergonhado o bastante.
- Prontinho! Deite-se! Se precisar de algo, estou no quarto ao lado.- disse Julie, com a voz mais doce do mundo.
- B-boa noite... J-Julie...- disse Jeff, baixinho, com as bochechas vermelhas.
Ás três da manhã, a garota acordou com uma sensação estranha novamente. Dessa vez era diferente... uma sensação de preocupação.
- Por que?? Por que estou sentindo isso?! Eu... - a menina foi até sua cadeira de rodas com sacrifício e foi até o quarto onde Jeff dormia. Por alguma razão desconhecida, Jeff não estava lá.Ás três da manhã, a garota acordou com uma sensação estranha novamente. Dessa vez era diferente... uma sensação de preocupação.
- Ótimo! Agora suas roupas estão limpas, e você está cheiroso! Bem melhor...
- Posso ir embora agora?
-Ainda não! Você precisa comer alguma coisa! Minha tia está fazendo o jantar, venha.
- Pronto, pode sentar-se aqui, Jeff. Pode comer o quanto quiser.- Jeff se surpreendeu. Nunca tinha comido algo tão bom em toda sua vida. A comida da tia de Julie era realmente deliciosa.
- Pronto, terminei. Posso ir?- Julie olhou para Jeff, com aquele olhar de "Não vá, fique mais um pouco!"
- Ahn... você não quer dormir aqui hoje, Jeff? Está frio lá fora, e muito escuro para voltar para casa. Amanhã de manhã você vai...
- Mas eu... -Jeff não tinha coragem de negar. Olhava para o rosto de Julie, não conseguia dizer "Não".
- T-tá legal... - o garoto fez cara feia.
- Venha! Vou arrumar a cama para você dormir! Tem um quarto a mais, pode dormir nele!
Julie arrumou o quarto perfeitamente para Jeff. O garoto estava com vergonha de agradecer a gentileza, já estava envergonhado o bastante.
- Prontinho! Deite-se! Se precisar de algo, estou no quarto ao lado.- disse Julie, com a voz mais doce do mundo.
- B-boa noite... J-Julie...- disse Jeff, baixinho, com as bochechas vermelhas.
Ás três da manhã, a garota acordou com uma sensação estranha novamente. Dessa vez era diferente... uma sensação de preocupação.
- Por que?? Por que estou sentindo isso?! Eu... - a menina foi até sua cadeira de rodas com sacrifício e foi até o quarto onde Jeff dormia. Por alguma razão desconhecida, Jeff não estava lá.Ás três da manhã, a garota acordou com uma sensação estranha novamente. Dessa vez era diferente... uma sensação de preocupação.
- Por que?? Por que estou sentindo isso?! Eu... - a menina foi
até sua cadeira de rodas com sacrifício e foi até o quarto onde Jeff dormia.
Por alguma razão desconhecida, Jeff não estava lá..
- Jeff? Está aí? -ninguém respondeu. Ela procurou pela casa
toda, mas não achou ninguém. Sua tia ainda dormia, a menina foi bem quieta
pegar um guarda-chuva, um casaco e uma toalha.
Ela saiu pela cidade no meio da chuva para procurar Jeff. A
chuva só aumentava, e estava começando a ventar forte. A menina achou Jeff no
meio das caixas, como antes.
- J-Jeff?- Julie não tinha certeza se era mesmo Jeff que estava
ali- JEFF!! O QUE ESTÁ FAZENDO AÍ?! - a garota foi rápido até o menino.
- Julie? - o menino estava com frio e todo molhado.
- Toma... peguei uma toalha para você!- Ela ergueu o
guarda-chuva para proteger Jeff da chuva.
- Por que você está aqui?
- Eu que pergunto! O que está fazendo aqui?!
- Eu não quis ficar na sua casa. Senti que estava incomodando
vocês.
- O quê? Você não incomodou nada, seu bobo! - a menina deu uma
risadinha. - Eu vim aqui para levá-lo para minha casa. Pelo menos durma lá essa
noite! Olha só que chuva!
A chuva estava realmente muito forte. E a ventania só aumentava
cada vez mais. Os dois não podiam voltar para casa.
- Acho que teremos que ficar aqui até a chuva passar...- a
garota estava tremendo de frio, estava toda molhada. Ficou encolhida por alguns
minutos, e logo adormeceu. Jeff viu que ela estava tremendo, tirou seu moletom
e a cobriu. Não tinha adiantado nada, ela continuava tremendo. Jeff a abraçou.
Os dois dormiram por duas horas, enquanto a
chuva não passava. Quando ela passou, as ruas estavam escorregadias, e ainda
estava nublado. Outra tempestade poderia começar a qualquer momento.
Jeff acordou primeiro que Julie. Viu que a menina estava num
sono profundo, e não quis acordá-la. Pegou Julie no colo, colocou-a com cuidado
na cadeira de rodas e levou-a para casa.
Mais tarde, a garota acordou em sua cama. Chamou por sua tia.
- Quem me trouxe para cá, tia?
- Foi Jeff, querida. Ele não queria te acordar.
- E onde ele está?
- Ele disse que precisava ir para casa. - a menina olhou para
sua tia e disse que queria ir dar uma volta. Vestiu sua calça jeans, seu casaco
e dobrou o moletom branco de Jeff perfeitamente. Pegou uma flor do vaso de sua
tia, e foi procurar Jeff.
- Quem me trouxe para cá, tia?
- Foi Jeff, querida. Ele não queria te acordar.
- E onde ele está?
- Ele disse que precisava ir para casa. - a menina olhou para
sua tia e disse que queria ir dar uma volta. Vestiu sua calça jeans, seu casaco
e dobrou o moletom branco de Jeff perfeitamente. Pegou uma flor do vaso de sua
tia, e foi procurar Jeff.
A garota encontrou Jeff novamente sentado no meio das
caixas. Mas o que tinha de tão interessante naquele lugar? Será que era lá que
ele morava? Julie não fazia ideia. Tudo era tão confuso...
- O que faz aqui de novo?- Jeff levou um susto.
- PARE DE ME PERSEGUIR!!!
- De-desculpe se te irritei... Eu só quis agradecer a gentileza
de ter me levado para casa ontem. O-obrigada...
- Tudo bem, não foi nada.- Jeff ficou vermelho e se arrependeu
de ter gritado com Julie daquele jeito.
- Toma..- Julie entregou o moletom e a flor para Jeff.
- O que é isso?- ele olhou torto para a flor que a garota
entregou a ele.
- Uma flor! - ela sorriu
- O que é uma flor?
- Você não sabe o que é uma flor?
- N-não...- a menina não sabia como explicar. Ela sabia o que
era uma flor, mas não sabia como explicar para ele.
- Bem... na verdade, é meio complicado explicar o que é uma
flor. Eu conheço um lugar que eu ia com a minha avó e a minha mãe quando era
pequena. É lindo! Venha, vou te mostrar!
Julie foi com Jeff até um campo onde tinha flores, árvores e
bichos. Era um lugar realmente bonito!
- Eu costumava brincar com minha mãe e minha avó aqui. Mas
depois que minha avó faleceu, minha mãe nem pensou mais em vir aqui.
- Sua avó morreu do quê?
- Eu estava atravessando uma rua movimentada, e estava vindo um
caminhão. Minha avó foi tentar me salvar de ser atropelada, e morreu. E o
caminhão também acertou minhas pernas, foi assim que fiquei paraplégica. - Jeff
viu os olhos da menina se encherem de lágrimas e secou os olhos de Julie.- Que coisa
horrível, Julie...- Jeff tentou parecer um pouco triste, mesmo achando a
desgraça algo muito divertido.
- É, eu sei... Ei! Que tal nós esquecermos isso, e rolarmos na
grama? É divertido! -Julie sorriu.
- Rolar na grama? - disse Jeff, confuso.
- Sim! É uma brincadeira! Nós vamos rolando até lá embaixo, e
depois subimos até aqui de novo, e rolamos até lá de novo... entendeu?
-Parece divertido...
- Então vamos! -Julie disse animada.
Os dois brincaram a tarde toda, como se fossem duas crianças.
Jeff até que achou divertido aquela brincadeira. Era a primeira vez que
brincava daquilo. Aliás, era a primeira vez que se divertia de verdade, desde
que assassinou sua família e ficou louco.
- Agora vamos tomar um sorvete e ir para casa!
Chegando na sorveteria, Jeff não sabia qual sabor escolher,
então, Julie escolhe para ele.
- Morango, está bom? -Jeff gostou do sorvete. A cor lembrava o
sangue de suas vítimas, só que um pouco mais claro.
Chegando na porta da casa de Julie, a menina o convida para
entrar. Ela não queria que ele passasse a noite naquelas caixas de novo.
- Por favor, Jeff! Entre! Não quero que você fique no meio
daquelas caixas novamente! Por favor!!
A garota pediu com tanta educação, que Jeff não conseguiu negar.
- Aqui está! Arrumei seu quarto e sua cama! Prontinho.
- O-obrigada, Julie...
Julie foi para o quarto dela, e Jeff ficou sozinho. Pensou um
pouco, estava sem sono.
"O que está acontecendo comigo? Eu...eu não consigo dizer
'não' pra ela, não consigo olhar nos olhos dela, fico vermelho quando falo com
ela, e não posso matá-la. Será que eu estou... apaixonado?" O menino ficou
vermelho. "NÃO!! Não posso me apaixonar! Sou um assassino! Eu mato as
pessoas! É isso mesmo! Eu tenho que matá-la! Mas eu... eu não consigo..."
O garoto perdeu o sono, foi até o quarto de Julie.
A garota estava quase sem cobertor. Jeff foi até ela e a cobriu.
Disse para si mesmo: "Eu nunca conseguirei matá-la." Voltou para seu
quarto, e dormiu.Julie acordou preocupada com Jeff. Ela torcia para que o garoto
não tivesse saído para a rua de novo. "Por favor, por favor, ainda esteja
aí..." ela dizia baixinho para ela mesma.
Ela vai até o quarto de Jeff. Ele ainda estava lá.
- Jeff? - ela o chama.- Jeff...?- ela o cutuca.
-JEEEEEEEEEEFF!!!- o garoto acorda assustado.
- AAAAAH!! O QUE É??
- Desculpe, você não acordava, então eu tive que GRITAAAR pra
ver se você me ouvia! Enfim... venha aqui, quero que veja uma coisa!
- O que você quer que eu veja?
- Venha aqui!
A garota o leva para uma sala vazia, onde tudo que tinha no
local era um piano.
- O que é isso?
- É um piano, nunca viu?
- Não...
- Vamos tocar!
- Mas como é que se toca um piano?!
- Eu te ensino! Sente-se! Já sei que música tocaremos. Aqui está
a letra.
A menina começa a tocare a cantar.
"Uma estrada solitária, cruzou outra linha fria de estado
Milhas longe daqueles que amo por razões difíceis de encontrar,
Enquanto me recordo de todas as palavras que você me falou.
Isso não ajuda, mas desejaria que eu estivesse lá,
De volta ao lugar onde eu amo estar"
Jeff começa a
cantar junto com Julie, seguindo a letra.
"Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Pra cuidar dela enquanto eu não estiver por perto,
Quando eu estiver muito distante.
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com
você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo, oh não
Mais uma vez...
Não há nada aqui para mim, nessa estrada abandonada
Não há ninguém aqui enquanto a cidade dorme
E todas as lojas estão fechadas.
Isso não ajuda, mas penso nos tempos que tive com você,
Fotografias e algumas memórias irão me ajudar a superar, oh sim
Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Que a abrace enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com
você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez
Algumas procuras, nunca encontrando o caminho
Brevemente, elas vão se desperdiçando
Eu encontrei você, algo me disse para ficar ,
Eu cedi aos caminhos egoístas
E como eu sinto a falta de abraçar alguém
Quando a esperança começa a desaparecer....
Uma estrada solitária, cruzou outra linha fria de estado
Milhas longe daqueles que amo por razões difíceis de
encontrar...
Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Que a abrace enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com
você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez"
(Dear God- Avenged Sevenfold).
- Gostei de cantar!
-disse Jeff, sorrindo.
- Agora só falta
tocar!
- Tocar? Mas eu
não sei tocar.
- Eu te ensino,
vamos lá! Sente-se.
Julie ensinou
todas as notas que eram precisas para tocar a música inteira, escreveu-as num
papel, e deixou-as com Jeff.
- Treine bastante!
Quero ver você tocar para mim!
- Quando?
- O dia em que
você souber tudo!
"Vou aprender
o mais rápido possível" pensou Jeff.Todos os dias, Jeff treinava muito.
Ficava dia e noite naquele piano. Queria porque queria aprender a música
inteira para tocar para Julie.
A menina ficava observando Jeff escondida. Ele parecia tão
sozinho... Julie queria fazer algo para que Jeff pudesse fazer mais amigos. A
garota entrou na sala do piano queitinha, e se sentou ao lado de Jeff. O menino
percebeu que ela estava lá, mas continuou tocando. Julie ficou impressionada
com seu desempenho.
- Você está tocando muito bem, Jeff!
- O-obrigada... -Jeff fica vermelho.
- Eu estava pensando... você não se sente sozinho ás vezes?
- Ás vezes? Eu não tenho ninguém nesse mundo. A única pessoa que
mais fala comigo é você.
- Você tem uma chance de conhecer novas pessoas e fazer mais
amigos!
- Como?
- Venha na escola comigo! Vamos estudar juntos!
- O QUÊ?! Nem morto! Aquele lugar é sufocante, desagradável, e
tem muita gente chata!
- Mas você disse que se sente sozinho!
- Eu disse que me sinto sozinho, mas não disse que isso é algo
ruim!
- Por favor, Jeff! Vamos estudar juntos!!
O menino ficou pensativopor alguns minutos, e finalmente aceitou
a proposta de Julie. A menina ficou muito feliz, deu um grito de felicidade, e
abraçou Jeff.
- Obrigada!! Tenho certeza que vai ser divertido! Eu prometo.
No dia seguinte, Julie foi até o quarto de Jeff acordá-lo, e
avisar que estava na hora de ir para a escola.
- E se ninguém gostar de mim?
- Com certeza vão gostar! Você é divertido e tem um coração bom!
As pessoas com certeza vão gostar de você.
Jeff abaixou a cabeça e ficou triste por alguns segundos. Ele
não podia ser chamado de "Coração bom", pois já matou várias e várias
pessoas, incluindo seus pais e seu próprio irmão.
Chegando na escola, Julie avisa para a professora que há um
aluno novo na classe. A professora apresenta Jeff para a turma.
- Pessoal, este é Jeff, um novo aluno. Seja bem-vindo,
Jeff!
Jeff estava com um sorriso forçado no rosto, pois Julie disse
para ele passar boa impressão. Mas parece que ninguém sorriu para ele. Todos
olhavam para ele como se ele fosse um extraterrestre ou alguma coisa do tipo.
Após a apresentação, Jeff foi se sentar ao lado de Julie.
- Ninguém sorriu. Eu estava sorrindo como você me pediu, mas
ninguém sorriu de volta.
- Eles são assim com todos, não se preocupe. Eles vão gostar de
você!
O resto da manhã foi bem chato. Jeff só ficou ao lado de Julie,
e as amigas da garota nem quiseram se aproximar dela, pois tinham medo de Jeff.
Na hora da saída, Jeff e Julie foram juntos para casa.
- Mas olha só, que surpresa. Então esse é o seu amiguinho no
qual você sempre leva pra sorveteria?
Os dois pararam e ficaram olhando. Diante deles estava Johnny, o
garoto mais encrenqueiro da escola.
- Quem é ele, Julie?
- É o garoto mais perigoso do colégio, todos tem medo dele. Seu
nome é Johnny.
- Bom, parece que vocês dois estão indo pelo caminho errado.
Essa é a minha área, não permito que ninguém venha aqui.
- Não vejo nenhuma placa com seu nome. - disse Jeff.
- Ali está a placa. - Johnny apontou para uma pequena placa no
muro. Estava realmente escrito seu nome. - Então parece que essa propriedade é
minha.
- Nada disso! Esse lugar é público.
- NÃO!! Eu quero que este lugar seja meu, e não permito que
vocês atravessem minha área! Sumam daqui agora!
- NÃO!! NÓS PASSAREMOS POR AQUI E PRONTO! -gritou Julie.Johnny
estava pronto para bater em
Julie. Partiu para cima dela, puxou seu cabelo e derrubou-a
no chão.
- O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! - gritou Jeff.
- Cala a boca, senão o próximo será você!
- DEIXE ELA EM PAZ! - Jeff começou a bater em Johnny, deu socos,
tapas, chutes, fez o menino sangrar. Johnny estava quase chorando.
- SAI DAQUI AGORA! - Jeff estava muito bravo. Julie até ficou
assustada, nunca tinha visto o menino tão furioso daquele jeito. Johnny saiu
correndo, mas antes voltou para pegar a plaquinha. Parece que ele iria tomar
posse de outro território.
- Je-Jeff?- Julie diz baixo, estava sem forças para falar.
Johnny a jogou com muita força no chão.
- Julie! Você está bem?- O menino abraça a garota.
- S-sim...
- Não se preocupe, minha pequena. Eu vou te proteger de todo
mal...- diz Jeff baixinho. Julie acaba ouvindo. Essa é a mesma frase que a tia
de Julie disse á ela quando ela estava no hospital se recuperando da morte de
sua mãe. Os dois ficam abraçados por um tempo. O coração de Jeff batia forte.
"O que é isso?" ele pensa. Julie se sentia segura nos braços de Jeff.
Sentia que poderia confiar nele, e que ele também poderia confiar nela.
Finalmente os dois vão para casa. Jeff diz que quer mostrar algo
á Julie, e leva a garota até a sala de piano. Ele senta, e começa a tocar o
começo da música que se esforçou tanto para aprender:
"Uma estrada solitária, cruzou outra
linha fria de estado
Milhas longe daqueles que amo por razões difíceis de encontrar,
Enquanto me recordo de todas as palavras que você me falou.
Isso não ajuda, mas desejaria que eu estivesse lá,
De volta ao lugar onde eu amo estar"
Julie se senta ao
lado de Jeff, e começa a tocar e a cantar com ele.
"Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Pra cuidar dela enquanto eu não estiver por perto,
Quando eu estiver muito distante.
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com
você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo, oh não
Mais uma vez..."
[...]
Os dois tocaram a
música inteira várias vezes. Aquilo era muito divertido. Julie nunca teve a
chance de tocar junto com alguém, e estava muito feliz por poder tocar em dupla
pela primeira vez, ainda mais com Jeff.
A noite chega
rápido. Os dois tocaram por mais ou menos duas horas sem parar. Chega a hora de
ir para cama.
- Boa noite, Jeff!
Até amanhã!
- B-boa noite,
Julie...
A menina deita em
sua cama e sorri. Estava feliz, por Jeff protegê-la daquele jeito, e também por
ter aprendido a música e a tocá-la para ela. Nenhum menino fez isso por ela,
Jeff era o primeiro.
No quarto ao lado,
Jeff também estava feliz. Não só por ter abraçado e protegido Julie, mas também
por ter feito ela sorrir tocando a música. Jeff ainda estava um pouco confuso
em relação aos seus sentimentos. Mas queria ver Julie sorrir mais vezes. Ficou
pensando, o que fazer para vê-la sorrir.No dia seguinte, Jeff acordou animado.
Pensou a noite toda para onde poderia levar Julie para passear. Resolveu levar
para uma cachoeira! Era sábado, e os dois não tinham aula. Julie estava lendo
um livro em seu quarto, quando Jeff bateu na porta.
- Entre.- diz Julie.
- Bom dia, Julie! - diz Jeff, sorrindo.
- Caramba! Por que está tão feliz, Jeff?
- Porque eu quero te levar em um lugar! Se arrume, vamos logo!
- Está bem! Calma! Avise a minha tia.
Assim que Julie ficou pronta, eles foram. Jeff foi empurrando a
cadeira de rodas de Julie bem rápido, Julie achou aquilo tudo muito divertido.
Chegando na cachoeira, Julie fica impressionada com tanta
beleza. Ela nunca tinha ido naquela cachoeira, e nem saberia de sua existência,
se não fosse Jeff.
- Vamos nadar, Julie!
- Mas... eu não posso, minhas pernas não se movem...
- Eu te carrego! Vamos!
- T-tudo bem...
Jeff leva Julie perto da cachoeira, ela consegue tocar naquela
água... achou fantástico! Quando os dois saem de lá, eles sentam no gramado e
ficam lá por um tempo.
- Julie...
- O que foi, Jeff? - ela olhou para ele, e sorriu.
- Eu... eu..
- Você...?
- Eu... te... amo.
- O-o quê? - Julie fica vermelha.
- Eu te amo, Julie.- a garota ficou surpresa. Ela não sabia o
que fazer. Julie sentia o mesmo por Jeff.
- Eu... eu também te amo, Jeff.
E foi ali, naquele gramado, perto daquela cachoeira, naquela
tarde de sábado, que Julie e Jeff se beijaram.
- O que foi, Julie?
- Estava lembrando da minha mãe. Ela me disse um dia que queria
me ver com alguém que me amasse de verdade, queria ver eu sorrir, encontrar a
felicidade...
- E o que aconteceu com ela?
- Ela faleceu alguns meses atrás.
- Do quê?
- Bom, eu acordei de noite, fui para o quarto dela, e encontrei
ela morta. Me virei, e encontrei um garoto, tentei fugir, mas ele me pegou. Mas
por algum motivo, ele não conseguiu me matar. Estava pronto para tirar minha
vida, mas fugiu bem na hora.
Jeff arregalou os olhos. O coração dele começou a bater
depressa, muito depressa. Começou a suar frio.
- O que foi, Jeff? Está tudo bem?
- S-sim. E-e-está t-tudo bem. - o menino começou a gaguejar. Ele
não sabia o que fazer. Não poderia contar a verdade para Julie, senão ela nunca
mais o perdoaria. O que fazer, o que fazer? Jeff estava ficando fora de
controle.
- Jeff, o que está acontecendo?
- NADA!! ME DEIXE EM PAZ!!
- Você está passando mal? Está com algum problema?
- NÃO!! ME DEIXE EM PAZ, JULIE!!
De repente, a garota foi lembrando daquele dia... era um garoto
de moletom branco...olhos queimados ao redor...e aos poucos foi assimilando. O
moletom todo sujo de sangue, essa reação inesperada de Jeff...ERA ISSO MESMO!!
Foi Jeff que matou sua mãe! Foi Jeff que tentou matá-la aquele dia! Agora tudo
fazia sentido... De repente, Julie começou a sentir um aperto no coração, uma
tristeza inexplicável.
- Não... Não! NÃO!! Jeff, por favor! Diga que não foi você!
- Eu? Eu o que?
- Foi você, não foi? Você matou minha mãe! COMO VOCÊ PÔDE?? Diga
a verdade!!
- Eu...Julie... por favor, me perdoe.
- Não... eu não acredito... NÃO PODE SER!! - Julie foi para a casa
dela. Chorando, em estado de choque. Uma sensação quase idêntica a que sentiu
quando viu sua mãe morta. A tia de Julie havia saído para trabalhar em seu
escritório, e Julie estava sozinha. Se trancou no quarto, e desabou em lágrimas. Nunca
sentiu tamanha decepção.
Jeff também estava triste. Ele sabia que de um jeito ou de outro
descobriria. Ele sabia que Julie não era burra, e que era inteligente o
bastante para descobrir, nem que isso demorasse. Mas ele a amava, amava de
verdade. Um amor que não sentiu por mais nenhuma garota. Ele voltou para o
cantinho escuro e pequeno, o cantinho em que adorava ficar quando se sentia
mal: as caixas. Começou a chorar.
Jeff ficou lá por alguns minutos, mas não conseguia. Ele não
queria ficar parado. Queria tanto pedir desculpas á Julie, mas sabia que ela
não aceitaria. Ficou quieto e tentou dormir.
De repente, ouve um grito abafado. Era a voz de Julie, e vinha
da casa dela. Jeff não pensou duas vezes, foi correndo ver o que estava
acontecendo.
Chegando lá, ele bate na porta. Ninguém atende. Jeff arromba a
porta.
- JULIE?! ONDE ESTÁ VOCÊ?! - ele grita desesperado.
- Ora, ora, ora... veja só o que temos aqui!- da escuridão,
surge Julie, e mais um garoto...Randy. A mão de Randy estava tapando a boca de
Julie, justamente para a menina não gritar. E na outra mão de Randy, estava uma
faca, bem grande e afiada, apontada para a garganta de Julie.
- Mais um passo e eu corto a garganta dela.- Jeff olhou para
Julie. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ao olhar para Jeff, Julie se sentiu
um pouquinho mais segura, pois Jeff prometeu a ela que a protegeria de todo
mal.
- Creio que se lembra de mim, não é, Jeff?- disse Randy, com um
sorriso maligno.
- Sim, me lembro muito bem de você, Randy. Afinal, não foi você
que me deixou todo branco?
- Olha só! Ainda se lembra! E onde está aquele seu irmão?
Deixe-me lembrar o nome dele.. Liu, não é? Enfim, não vim aqui falar disso. Vim
aqui com o objetivo de te matar.
- Veio me matar? Então se o assunto é comigo, por que está com
uma faca apontando para a garganta de Julie?
- Julie? Então esse é o nome da sua namoradinha? Que ridículo.
- Ela não é minha namorada. E NÃO FALE ASSIM DELA!!
- Olha só... ficou todo nervosinho. Qual é, Jeff? Vai proteger
essa vadia?
- Não fale assi...- Jeff deu um passo para frente, pronto para
ir pra cima de Randy. O garoto deu um pequeno corte na garganta de Julie. Jeff
parou na hora. Uma lágrima desceu do rosto de Julie.
- Largue a Julie.
- Por que eu largaria?
- Porque o problema é comigo! Julie não tem nada a ver!!
- Claro que tem! Julie é seu ponto fraco.- Ponto fraco?
- Sim, Jeff. Se eu a machucá-la, estarei machucando mais você do
que estaria machucando diretamente. Por isso, não vou largá-la.
- JULIE NÃO MERECE SOFRER!!
- Jeff... - diz Julie bem baixinho. Randy tira a mão dele da
boca da menina para ouvir o que ela tem a dizer. - Você é um assassino, não é?
- Julie, eu...
- SIM!! ISSO MESMO!! HAHAHAHAHAHAHAHHA!! Ela descobriu tudo,
Jeff! Já era, o "amor da sua vida" ACABOU! Ela descobriu tudo! -
Randy disse, enquanto ria.
- Eu... eu não pensei que... você fosse capaz de mentir para mim
dessa maneira, Jeff!
- Julie, ele mentiu para você o tempo todo! Foi ele quem matou
sua mãe! Ele que ia te matar! Ele matou a família toda dele! ACABOU PARA VOCÊ,
JEFF THE KILLER! HAHAHAHAHAHAHA!!!
- Eu estava louco!
- Agora vai dar essa desculpa, Jeff? Não adianta! Você é um
assassino mentiroso! Eu sei de tudo, Jeff! Eu estive observando você e Julie!
Milagre eu ter te encontrado, não? Nessa pequena cidade... eu dei muita sorte.
Eu observei você desde que chegou aqui! E hoje, finalmente, tive a chance de
atacar! Eu estava esperando a melhor oportunidade. E consegui! Agora, você e
Julie morrem aqui, agora!
Jeff não queria ver Julie sofrer. Queria vê-la livre daquela
situação. Julie era forte. Conseguia sorrir, mesmo com tantos problemas, mesmo
ao meio de tanto sofrimento e dor, nunca deixava de sorrir. Jeff a admirava por
isso.
- Por favor... deixe Julie em paz. Mate-me de uma
vez, mas a deixe em paz. Não
faça ela sofrer.
- Jeff, não!! Você não pode morrer! Eu não posso viver sem você!
Você foi a única pessoa que me amou de verdade! Por favor!! Não morra por mim!
- Julie! Não quero que você sofra! Tenho certeza que encontrará
outra pessoa, e com ela será bem mais feliz. Randy, pode me matar, mas prometa
não matá-la.
- Okay, okay... eu prometo.- Randy joga Julie no chão, e parte
para cima de Jeff. A menina sobe em sua cadeira de rodas e vai rápido até ele.
Randy está pronto para matá-lo, quando Julie entra na frente, e a faca acaba
acertando seu coração.
- JULIE!!! NÃO!!!
- Adeus, Jeff... eu te amo...- essas foram as últimas palavras
de Julie.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHA!! Pelo jeito algo deu errado! Bom... parece
que meu plano deu certo! Julie já foi eliminada. Você será o próximo!
A faca ainda estava no corpo da menina. Jeff abaixa-se e abraça
Julie
- Julie, eu sinto muito...- ele começa a chorar.
- Olha só, que vergonha! Jeff, o assassino. Chorando pela morte
de mais uma menininha insignificante.
Jeff tira a faca do coração de Julie, e acerta as pernas de
Randy. Mesmo assim, o garoto não se rende.
- Jeff, eu não sou desses que morre fác...- Jeff corta a cabeça
de seu inimigo.
- Não perdoarei ninguém que fale mal de Julie perto de mim.
Com dois cadáveres em sua frente, não havia mais nada para fazer
ali. Jeff olhou para o cadáver de Julie a última vez, e uma lágrima cai de seu
olho.
Ele sai pela rua sem rumo, sem objetivo, de repente, começa a se
lembrar da música que ele e Julie tocaram e cantaram juntos:
Querido Deus, a única coisa que peço a você
é
Que a abrace enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com
você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez...
De
repente, Jeff para.
- Mas.. mas o que
eu estou fazendo? HAHAHAHHAHAHAHAHAHA!! Eu sou um assassino!! Eu MATO pessoas!
O que aconteceu comigo? Meu objetivo é matar pessoas, não salvá-las! HAHAHAHAHAHA!!
Com certeza, eu estava louco!! De agora em diante, a morte será a única coisa
que importa para mim! HAHAHAHAHAHA!!- Jeff estava totalmente louco. Seus
ataques de loucura voltaram. Jeff nunca mais foi capaz de se apaixonar
novamente.
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Jornal: Foram registrados mais de 39 vítimas de assassinato naquela mesma
semana. O assassino ainda é desconhecido
Muito top
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