terça-feira, 9 de abril de 2013

1º capitulo - A menina estranha.


1º capitulo - A menina estranha.

Kimberly,Ruana e Cleiton eram amigos deis da infância e,agora já tinha 19 anos.Eles iam ir para uma faculdade em outra cidade e,tiveram que comprar um apartamento.Eles compraram o apartamento mais luxuoso que tinha na cidade; Kimberly e Cleiton eram namorados e,Amanda era só a melhor amiga dos dois.                                                                                               Depois de 2 meses eles conseguiram imo biliar o apartamento e já estavam prontos para morar lá.Na primeira noite no novo apartamento,Cleiton teve a ideia de comemorar na cama,com a Kimberly;eles já estavam no amasso na cama e finalmente começaram atransar.Ruana,no outro quarto não conseguiu dormir direito por causa dos gemidos que ouvia,os gemidos de Kimberly assustavam Ruana,mais para Kimberly,os gemidos eram ótimos.                         Depois de fazer varias vezes, Kimberly ficou com sede e resolve ir para cozinha,quando ela se vira para trás ela vê uma menina com um vestido branco,com os cabelos compridos e pretos,sem franja e com o rosto todocortado,cheio de sangue…no mesmo momento que viu aquela menina,ela começou a gritar e de repente a menina saiu dali.A menina foi andando tranquilamente,até a porta,foi até a sala e abrio a porta principal e foi embora.                     Ruana e Cleiton ficaram muito nervosos por causa dos gritos de Kimberly e por causa daquela menina estranha que eles não sabiam da onde veio.                                                           Todos os dias a noite,essa menina aparecia lá e,depois dos gritos assustados de Kimberly e dos amigos,ela ia embora.Foi uma semana assim,assustadora….eles resolverão ir embora,pegaram sua coisas,levaram os moveis para outra casa e foram.Já que eles gostavam bastante do apartamento(porque era muito luxuoso)eles voltaram só para se despedir e,quando eles estavam no corredor,indo para o elevador,para poder descer,as luzes se apagaram,tudo ficou em silencio,de repente as luzes começam a piscar e eles poderam enxergar somente aquela menina;os gritos assustados começaram de novo e a luz parou de piscar e a menina sumio.                                                                                                                             Eles correram pro elevador e apertaram no 0,para poder irem para casa,mas o elevador não parou no 0;ele subio no ultimo andar e parou,eles abriram a porta e o corredor estava escuro e frio,eles já estavam com muito medo,tudo que eles queriam era sair daquele lugar!
Continua….

o gato preto


O gato preto – Edgar Allan Poe

Não espero nem peço que se dê crédito à história sumamente extraordinária e, no entanto, bastante doméstica que vou narrar. Louco seria eu se esperasse tal coisa, tratando-se de um caso que os meus próprios sentidos se negam a aceitar. Não obstante, não estou louco e, com toda a certeza, não sonho. Mas amanhã posso morrer e, por isso, gostaria, hoje, de aliviar o meu espírito. Meu propósito imediato é apresentar ao mundo, clara e sucintamente, mas sem comentários, uma série de simples acontecimentos domésticos. Devido às suas conseqüências, tais acontecimentos me aterrorizaram, torturaram e instruíram.

No entanto, não tentarei esclarecê-los. Em mim, quase não produziram outra coisa senão horror -  mas, em muitas pessoas, talvez lhes pareçam menos terríveis que grotescos. Talvez, mais tarde, haja alguma inteligência que reduza o meu fantasma a algo comum – uma inteligência mais serena, mais lógica e muito menos excitável do que a minha, que perceba, nas circunstâncias a que me refiro com terror, nada mais do que uma sucessão comum de causas e efeitos muito naturais.

Desde a infância, tomaram-se patentes a docilidade e o sentido humano de meu caráter. A ternura de meu coração era tão evidente, que me tomava alvo dos gracejos de meus companheiros. Gostava, especialmente, de animais, e meus pais me permitiam possuir grande variedade deles. Passava com eles quase todo o meu tempo, e jamais me sentia tão feliz como quando lhes dava de comer ou os acariciava. Com os anos, aumentou esta peculiaridade de meu caráter e, quando me tomei adulto, fiz dela uma das minhas principais fontes de prazer. Aos que já sentiram afeto por um cão fiel e sagaz, não preciso dar-me ao trabalho de explicar a natureza ou a intensidade da satisfação que se pode ter com isso. Há algo, no amor desinteressado, e capaz de sacrifícios, de um animal, que toca diretamente o coração daqueles que tiveram ocasiões frequentes de comprovar a amizade mesquinha e a frágil fidelidade de um simples homem.

Casei cedo, e tive a sorte de encontrar em minha mulher disposição semelhante à minha. Notando o meu amor pelos animais domésticos, não perdia a oportunidade de arranjar as espécies mais agradáveis de bichos. Tínhamos pássaros, peixes dourados, um cão, coelhos, um macaquinho e um gato.

Este último era um animal extraordinariamente grande e belo, todo negro e de espantosa sagacidade. Ao referir-se à sua inteligência, minha mulher, que, no íntimo de seu coração, era um tanto supersticiosa, fazia frequentes alusões à antiga crença popular de que todos os gatos pretos são feiticeiras disfarçadas. Não que ela se referisse seriamente a isso: menciono o fato apenas porque aconteceu lembrar-me disso neste momento.

Pluto – assim se chamava o gato – era o meu preferido, com o qual eu mais me distraía. Só eu o alimentava, e ele me seguia sempre pela casa. Tinha dificuldade, mesmo, em impedir que me acompanhasse pela rua.

Nossa amizade durou, desse modo, vários anos, durante os quais não só o meu caráter como o meu temperamento – enrubesço ao confessá-lo – sofreram, devido ao demônio da intemperança, uma modificação radical para pior. Tornava-me, dia a dia, mais taciturno, mais irritadiço, mais indiferente aos sentimentos dos outros. Sofria ao empregar linguagem desabrida ao dirigir-me à minha mulher. No fim, cheguei mesmo a tratá-la com violência. Meus animais, certamente, sentiam a mudança operada em meu caráter. Não apenas não lhes dava atenção alguma, como, ainda, os maltratava. Quanto a Pluto, porém, ainda despertava em mim consideração suficiente que me impedia de maltratá-lo, ao passo que não sentia escrúpulo algum em maltratar os coelhos, o macaco e mesmo o cão, quando, por acaso ou afeto, cruzavam em meu caminho. Meu mal, porém, ia tomando conta de mim – que outro mal pode se comparar ao álcool? – e, no fim, até Pluto, que começava agora a envelhecer e, por conseguinte, se tomara um tanto rabugento, até mesmo Pluto começou a sentir os efeitos de meu mau humor.

Certa noite, ao voltar a casa, muito embriagado, de uma de minhas andanças pela cidade, tive a impressão de que o gato evitava a minha presença. Apanhei-o, e ele, assustado ante a minha violência, me feriu a mão, levemente, com os dentes. Uma fúria demoníaca apoderou-se, instantaneamente, de mim. Já não sabia mais o que estava fazendo. Dir-se-ia que, súbito, minha alma abandonara o corpo, e uma perversidade mais do que diabólica, causada pela genebra, fez vibrar todas as fibras de meu ser. Tirei do bolso um canivete, abri-o, agarrei o pobre animal pela garganta e, friamente, arranquei de sua órbita um dos olhos! Enrubesço, estremeço, abraso-me de vergonha, ao referir-me, aqui, a essa abominável atrocidade.

Quando, com a chegada da manhã, voltei à razão – dissipados já os vapores de minha orgia noturna, experimentei, pelo crime que praticara, um sentimento que era um misto de horror e remorso; mas não passou de um sentimento superficial e equívoco, pois minha alma permaneceu impassível. Mergulhei novamente em excessos, afogando logo no vinho a lembrança do que acontecera.

Entrementes, o gato se restabeleceu, lentamente. A órbita do olho perdido apresentava, é certo, um aspecto horrendo, mas não parecia mais sofrer qualquer dor. Passeava pela casa como de costume, mas, como bem se poderia esperar, fugia, tomado de extremo terror, à minha aproximação. Restava-me ainda o bastante de meu antigo coração para que, a princípio, sofresse com aquela evidente aversão por parte de um animal que, antes, me amara tanto. Mas esse sentimento logo se transformou em irritação. E, então, como para perder-me final e irremissivelmente, surgiu o espírito da perversidade. Desse espírito, a filosofia não toma conhecimento. Não obstante, tão certo como existe minha alma, creio que a perversidade é um dos impulsos primitivos do coração humano – uma das faculdades, ou sentimentos primários, que dirigem o caráter do homem. Quem não se viu, centenas de vezes, a cometer ações vis ou estúpidas, pela única razão de que sabia que não devia cometê-las? Acaso não sentimos uma inclinação constante mesmo quando estamos no melhor do nosso juízo, para violar aquilo que é lei, simplesmente porque a compreendemos como tal? Esse espírito de perversidade, digo eu, foi a causa de minha queda final. O vivo e insondável desejo da alma de atormentar-se a si mesma, de violentar sua própria natureza, de fazer o mal pelo próprio mal, foi o que me levou a continuar e, afinal, a levar a cabo o suplício que infligira ao inofensivo animal. Uma manhã, a sangue frio, meti-lhe um nó corredio em torno do pescoço e enforquei-o no galho de uma árvore. Fi-lo com os olhos cheios de lágrimas, com o coração transbordante do mais amargo remorso. Enforquei-o porque sabia que ele me amara, e porque reconhecia que não me dera motivo algum para que me voltasse contra ele. Enforquei-o porque sabia que estava cometendo um pecado – um pecado mortal que comprometia a minha alma imortal, afastando-a, se é que isso era possível, da misericórdia infinita de um Deus infinitamente misericordioso e infinitamente terrível.

Na noite do dia em que foi cometida essa ação tão cruel, fui despertado pelo grito de “fogo!”. As cortinas de minha cama estavam em chamas. Toda a casa ardia. Foi com grande dificuldade que minha mulher, uma criada e eu conseguimos escapar do incêndio. A destruição foi completa. Todos os meus bens terrenos foram tragados pelo fogo, e, desde então, me entreguei ao desespero.

Não pretendo estabelecer relação alguma entre causa e efeito – entre o desastre e a atrocidade por mim cometida. Mas estou descrevendo uma seqüência de fatos, e não desejo omitir nenhum dos elos dessa cadeia de acontecimentos. No dia seguinte ao do incêndio, visitei as ruínas. As paredes, com exceção de uma apenas, tinham desmoronado. Essa única exceção era constituída por um fino tabique interior, situado no meio da casa, junto ao qual se achava a cabeceira de minha cama. O reboco havia, aí, em grande parte, resistido à ação do fogo – coisa que atribuí ao fato de ter sido ele construído recentemente. Densa multidão se reunira em torno dessa parede, e muitas pessoas examinavam, com particular atenção e minuciosidade, uma parte dela, As palavras “estranho!”, “singular!”, bem como outras expressões semelhantes, despertaram-me a curiosidade. Aproximei-me e vi, como se gravada em baixo-relevo sobre a superfície branca, a figura de um gato gigantesco. A imagem era de uma exatidão verdadeiramente maravilhosa. Havia uma corda em tomo do pescoço do animal.

Logo que vi tal aparição, pois não poderia considerar aquilo como sendo outra coisa, o assombro e terror que se me apoderaram foram extremos. Mas, finalmente, a reflexão veio em meu auxílio. O gato, lembrei-me, fora enforcado num jardim existente junto à casa. Aos gritos de alarma, o jardim fora imediatamente invadido pela multidão. Alguém deve ter retirado o animal da árvore, lançando-o, através de uma janela aberta, para dentro do meu quarto. Isso foi feito, provavelmente, com a intenção de despertar-me. A queda das outras paredes havia comprimido a vítima de minha crueldade no gesso recentemente colocado sobre a parede que permanecera de pé. A cal do muro, com as chamas e o amoníaco desprendido da carcaça, produzira a imagem tal qual eu agora a via.

Embora isso satisfizesse prontamente minha razão, não conseguia fazer o mesmo, de maneira completa, com minha consciência, pois o surpreendente fato que acabo de descrever não deixou de causar-me, apesar de tudo, profunda impressão. Durante meses, não pude livrar-me do fantasma do gato e, nesse espaço de tempo, nasceu em meu espírito uma espécie de sentimento que parecia remorso, embora não o fosse. Cheguei, mesmo, a lamentar a perda do animal e a procurar, nos sórdidos lugares que então freqüentava, outro bichano da mesma espécie e de aparência semelhante que pudesse substituí-lo.

Uma noite, em que me achava sentado, meio aturdido, num antro mais do que infame, tive a atenção despertada, subitamente, por um objeto negro que jazia no alto de um dos enormes barris, de genebra ou rum, que constituíam quase que o único mobiliário do recinto. Fazia já alguns minutos que olhava fixamente o alto do barril, e o que então me surpreendeu foi não ter visto antes o que havia sobre o mesmo. Aproximei-me e toquei-o com a mão. Era um gato preto, enorme – tão grande quanto Pluto – e que, sob todos os aspectos, salvo um, se assemelhava a ele. Pluto não tinha um único pêlo branco em todo o corpo – e o bichano que ali estava possuía uma mancha larga e branca, embora de forma indefinida, a cobrir-lhe quase toda a região do peito.

Ao acariciar-lhe o dorso, ergueu-se imediatamente, ronronando com força e esfregando-se em minha mão, como se a minha atenção lhe causasse prazer. Era, pois, o animal que eu procurava. Apressei-me em propor ao dono a sua aquisição, mas este não manifestou interesse algum pelo felino. Não o conhecia; jamais o vira antes.

Continuei a acariciá-lo e, quando me dispunha a voltar para casa, o animal demonstrou disposição de acompanhar-me. Permiti que o fizesse – detendo-me, de vez em quando, no caminho, para acariciá-lo. Ao chegar, sentiu-se imediatamente à vontade, como se pertencesse a casa, tomando-se, logo, um dos bichanos preferidos de minha mulher.

De minha parte, passei a sentir logo aversão por ele. Acontecia, pois, justamente o contrário do que eu esperava. Mas a verdade é que – não sei como nem por quê – seu evidente amor por mim me desgostava e aborrecia. Lentamente, tais sentimentos de desgosto e fastio se converteram no mais amargo ódio. Evitava o animal. Uma sensação de vergonha, bem como a lembrança da crueldade que praticara, impediam-me de maltratá-lo fisicamente. Durante algumas semanas, não lhe bati nem pratiquei contra ele qualquer violência; mas, aos poucos – muito gradativamente – , passei a sentir por ele inenarrável horror, fugindo, em silêncio, de sua odiosa presença, como se fugisse de uma peste.

Sem dúvida, o que aumentou o meu horror pelo animal foi a descoberta, na manhã do dia seguinte ao que o levei para casa, que, como Pluto, também havia sido privado de um dos olhos. Tal circunstância, porém, apenas contribuiu para que minha mulher sentisse por ele maior carinho, pois, como já disse, era dotada, em alto grau, dessa ternura de sentimentos que constituíra, em outros tempos, um de meus traços principais, bem como fonte de muitos de meus prazeres mais simples e puros.

No entanto, a preferência que o animal demonstrava pela minha pessoa parecia aumentar em razão direta da aversão que sentia por ele. Seguia-me os passos com uma pertinácia que dificilmente poderia fazer com que o leitor compreendesse. Sempre que me sentava, enrodilhava-se embaixo de minha cadeira, ou me saltava ao colo, cobrindo-me com suas odiosas carícias. Se me levantava para andar, metia-se-me entre as pernas e quase me derrubava, ou então, cravando suas longas e afiadas garras em minha roupa, subia por ela até o meu peito. Nessas ocasiões, embora tivesse ímpetos de matá-lo de um golpe, abstinha-me de fazê-lo devido, em parte, à lembrança de meu crime anterior, mas, sobretudo – apresso-me a confessá-lo – , pelo pavor extremo que o animal me despertava. Esse pavor não era exatamente um pavor de mal físico e, contudo, não saberia defini-lo de outra maneira. Quase me envergonha confessar – sim, mesmo nesta cela de criminoso – , quase me envergonha confessar que o terror e o pânico que o animal me inspirava eram aumentados por uma das mais puras fantasias que se possa imaginar. Minha mulher, mais de uma vez, me chamara a atenção para o aspecto da mancha branca a que já me referi, e que constituía a única diferença visível entre aquele estranho animal e o outro, que eu enforcara. O leitor, decerto, se lembrará de que aquele sinal, embora grande, tinha, a princípio, uma forma bastante indefinida. Mas, lentamente, de maneira quase imperceptível – que a minha imaginação, durante muito tempo, lutou por rejeitar como fantasiosa -, adquirira, por fim, uma nitidez rigorosa de contornos. Era, agora, a imagem de um objeto cuja menção me faz tremer… E, sobretudo por isso, eu o encarava como a um monstro de horror e repugnância, do qual eu, se tivesse coragem, me teria livrado. Era agora, confesso, a imagem de uma coisa odiosa, abominável: a imagem da forca! Oh, lúgubre e terrível máquina de horror e de crime, de agonia e de morte!

Na verdade, naquele momento eu era um miserável – um ser que ia além da própria miséria da humanidade. Era uma besta-fera, cujo irmão fora por mim desdenhosamente destruído… uma besta-fera que se engendrara em mim, homem feito à imagem do Deus Altíssimo. Oh, grande e insuportável infortúnio! Ai de mim! Nem de dia, nem de noite, conheceria jamais a bênção do descanso! Durante o dia, o animal não me deixava a sós um único momento; e, à noite, despertava de hora em hora, tomado do indescritível terror de sentir o hálito quente da coisa sobre o meu rosto, e o seu enorme peso – encarnação de um pesadelo que não podia afastar de mim – pousado eternamente sobre o meu coração!

Sob a pressão de tais tormentos, sucumbiu o pouco que restava em mim de bom. Pensamentos maus converteram-se em meus únicos companheiros – os mais sombrios e os mais perversos dos pensamentos. Minha rabugice habitual se transformou em ódio por todas as coisas e por toda a humanidade – e enquanto eu, agora, me entregava cegamente a súbitos, freqüentes e irreprimíveis acessos de cólera, minha mulher – pobre dela! – não se queixava nunca convertendo-se na mais paciente e sofredora das vítimas.

Um dia, acompanhou-me, para ajudar-me numa das tarefas domésticas, até o porão do velho edifício em que nossa pobreza nos obrigava a morar, O gato seguiu-nos e, quase fazendo-me rolar escada abaixo, me exasperou a ponto de perder o juízo. Apanhando uma machadinha e esquecendo o terror pueril que até então contivera minha mão, dirigi ao animal um golpe que teria sido mortal, se atingisse o alvo. Mas minha mulher segurou-me o braço, detendo o golpe. Tomado, então, de fúria demoníaca, livrei o braço do obstáculo que o detinha e cravei-lhe a machadinha no cérebro. Minha mulher caiu morta instantaneamente, sem lançar um gemido.

Realizado o terrível assassínio, procurei, movido por súbita resolução, esconder o corpo. Sabia que não poderia retirá-lo da casa, nem de dia nem de noite, sem correr o risco de ser visto pelos vizinhos.

Ocorreram-me vários planos. Pensei, por um instante, em cortar o corpo em pequenos pedaços e destruí-los por meio do fogo. Resolvi, depois, cavar uma fossa no chão da adega. Em seguida, pensei em atirá-lo ao poço do quintal. Mudei de idéia e decidi metê-lo num caixote, como se fosse uma mercadoria, na forma habitual, fazendo com que um carregador o retirasse da casa. Finalmente, tive uma idéia que me pareceu muito mais prática: resolvi emparedá-lo na adega, como faziam os monges da Idade Média com as suas vítimas.

Aquela adega se prestava muito bem para tal propósito. As paredes não haviam sido construídas com muito cuidado e, pouco antes, haviam sido cobertas, em toda a sua extensão, com um reboco que a umidade impedira de endurecer. Ademais, havia uma saliência numa das paredes, produzida por alguma chaminé ou lareira, que fora tapada para que se assemelhasse ao resto da adega. Não duvidei de que poderia facilmente retirar os tijolos naquele lugar, introduzir o corpo e recolocá-los do mesmo modo, sem que nenhum olhar pudesse descobrir nada que despertasse suspeita. E não me enganei em meus cálculos. Por meio de uma alavanca, desloquei facilmente os tijolos e tendo depositado o corpo, com cuidado, de encontro à parede interior. Segurei-o nessa posição, até poder recolocar, sem grande esforço, os tijolos em seu lugar, tal como estavam anteriormente. Arranjei cimento, cal e areia e, com toda a precaução possível, preparei uma argamassa que não se podia distinguir da anterior, cobrindo com ela, escrupulosamente, a nova parede. Ao terminar, senti-me satisfeito, pois tudo correra bem. A parede não apresentava o menor sinal de ter sido rebocada. Limpei o chão com o maior cuidado e, lançando o olhar em tomo, disse, de mim para comigo: “Pelo menos aqui, o meu trabalho não foi em vão”.

O passo seguinte foi procurar o animal que havia sido a causa de tão grande desgraça, pois resolvera, finalmente, matá-lo. Se, naquele momento, tivesse podido encontrá-lo, não haveria dúvida quanto à sua sorte: mas parece que o esperto animal se alarmara ante a violência de minha cólera, e procurava não aparecer diante de mim enquanto me encontrasse naquele estado de espírito. Impossível descrever ou imaginar o profundo e abençoado alívio que me causava a ausência de tão detestável felino. Não apareceu também durante a noite – e, assim, pela primeira vez, desde sua entrada em casa, consegui dormir tranqüila e profundamente. Sim, dormi mesmo com o peso daquele assassínio sobre a minha alma.

Transcorreram o segundo e o terceiro dia – e o meu algoz não apareceu. Pude respirar, novamente, como homem livre. O monstro, aterrorizado fugira para sempre de casa. Não tomaria a vê-lo! Minha felicidade era infinita! A culpa de minha tenebrosa ação pouco me inquietava. Foram feitas algumas investigações, mas respondi prontamente a todas as perguntas. Procedeu-se, também, a uma vistoria em minha casa, mas, naturalmente, nada podia ser descoberto. Eu considerava já como coisa certa a minha felicidade futura.

No quarto dia após o assassinato, uma caravana policial chegou, inesperadamente, a casa, e realizou, de novo, rigorosa investigação. Seguro, no entanto, de que ninguém descobriria jamais o lugar em que eu ocultara o cadáver, não experimentei a menor perturbação. Os policiais pediram-me que os acompanhasse em sua busca. Não deixaram de esquadrinhar um canto sequer da casa. Por fim, pela terceira ou quarta vez, desceram novamente ao porão. Não me alterei o mínimo que fosse. Meu coração batia calmamente, como o de um inocente. Andei por todo o porão, de ponta a ponta. Com os braços cruzados sobre o peito, caminhava, calmamente, de um lado para outro. A polícia estava inteiramente satisfeita e preparava-se para sair. O júbilo que me inundava o coração era forte demais para que pudesse contê-lo. Ardia de desejo de dizer uma palavra, uma única palavra, à guisa de triunfo, e também para tomar duplamente evidente a minha inocência.

- Senhores – disse, por fim, quando os policiais já subiam a escada – , é para mim motivo de grande satisfação haver desfeito qualquer suspeita. Desejo a todos os senhores ótima saúde e um pouco mais de cortesia. Diga-se de passagem, senhores, que esta é uma casa muito bem construída… (Quase não sabia o que dizia, em meu insopitável desejo de falar com naturalidade.) Poderia, mesmo, dizer que é uma casa excelentemente construída. Estas paredes – os senhores já se vão? – , estas paredes são de grande solidez.

Nessa altura, movido por pura e frenética fanfarronada, bati com força, com a bengala que tinha na mão, justamente na parte da parede atrás da qual se achava o corpo da esposa de meu coração.

Que Deus me guarde e livre das garras de Satanás! Mal o eco das batidas mergulhou no silêncio, uma voz me respondeu do fundo da tumba, primeiro com um choro entrecortado e abafado, como os soluços de uma criança; depois, de repente, com um grito prolongado, estridente, contínuo, completamente anormal e inumano. Um uivo, um grito agudo, metade de horror, metade de triunfo, como somente poderia ter surgido do inferno, da garganta dos condenados, em sua agonia, e dos demônios exultantes com a sua condenação.

Quanto aos meus pensamentos, é loucura falar. Sentindo-me desfalecer, cambaleei até à parede oposta. Durante um instante, o grupo de policiais deteve-se na escada, imobilizado pelo terror. Decorrido um momento, doze braços vigorosos atacaram a parede, que caiu por terra. O cadáver, já em adiantado estado de decomposição, e coberto de sangue coagulado, apareceu, ereto, aos olhos dos presentes.

Sobre sua cabeça, com a boca vermelha dilatada e o único olho chamejante, achava-se pousado o animal odioso, cuja astúcia me levou ao assassínio e cuja voz reveladora me entregava ao carrasco. Eu havia emparedado o monstro dentro da tumba!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

jeff


Jeff The Killer - A Lenda Cresce


Uma das creepypastas mais famosas que existem, a creepypasta que mais chamou a atenção do público de terror.
 
 

 
 
UMA SÉRIE DE ASSASSINATOS VEM ACONTECENDO EM UMA CIDADE. UM JORNAL LOCAL TEM A SEGUINTE MANCHETE:
 
" Depois de semanas de assassinatos sem explicação, o assassino sinistro, ainda desconhecido,está com seu paradeiro desconhecido. Depois de poucas evidências encontradas, um jovem garoto diz ter sobrevivido a um dos ataques, e corajosamentecontou sua história. "
 
" Eu tive um pesadelo e acordei no meio da noite. Vi que por algum motivo, a janela estava aberta,mesmo que lembre de ter fechado antes de ir para cama. Levantei-me e fechei-a mais de uma vez. Depois disso rastejei pra debaixo das minhas cobertas e tentei voltar a dormir. Foi quando tive uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando. Olhei para cima, e quase pulei da cama. Lá em um pequeno raio de luz, iluminando entre minhas cortinas, estava um par de olhos. Não eram olhos normais. Eram escuros, ameaçadores e preto profundo e...simplesmente... planando lá, me aterrorizando.Foi quando vi a boca, um sorriso muito horrendo que fez todos meus pelos ficarem em pé. A figura estava ali, me observando. Finalmente, depois do que me pareceu uma eternidade, ele disse uma simples frase, mas disse de uma forma que só um homem fora de si falaria.
 
Ele disse " vá dormir". Deixei um grito escapar, o que fez com que ele vinhesse atrás de mim. Ele me apontou uma faca; direto no coração; e pulou para cima da minha cama. Eu lutei com ele, soquei, chutei, rolei pela cama, tentando tirá-lo de cima de mim. Isso foi quando meu pai entrou no quarto. O homem jogou a faca direto no ombro do meu pai. O homem provavelmente acabaria com meu pai, se um dos vizinhos não tivesse chamado a polícia.
 
Eles estacionaram na frente da minha casa e foram na direção da porta. O homem deu a volta e correu escadas a baixo para a entrada. Ouvi um barulho de vidro quebrando. Quando saí do meu quarto, vi que a janela dos fundos da minha casa estava quebrada. Olhei pra fora e vi ele correndo lá longe. Posso dizer uma coisa, nunca vou esquecer o rosto dele. Aqueles olhos malditos, frios e o sorriso psicótico. Isso nunca vai sair da minha cabeça. "
 
 
 
JEFF, A HISTÓRIA
 
Jeff e sua família acabaram de se mudar para uma nova vizinhança. Seu pai ganhou uma promoção no trabalho, então achando melhor morar em uma dessas vizinhanças " requintadas ". Jeff e seu irmão Liu não tinham motivo para reclamar, já que a casa era nova e melhor. O que não tinham para amar? Enquanto ele desempacotavam as coisas, uma vizinha veio conhecê-los. Ela se apresentou dizendo que seu nome era Bárbara e que morava no outro lado da rua. Em seguida ela apresentou seu filho, Billy, que disse um " oi "aos garotos. A mãe de Jeff, também se apresentou, " Sou Margaret, esse é meu marido, Peter, e esses dois são meus filhos, Jeff e Liu .". Bárbara, já conhecendo a família, convidou-os para o aniversário de seu filho. Os meninos iam rejeitar o pedido, porém a mãe deles concordou.
 
Assim que Jeff terminou de arrumar suas coisas, ele foi até sua mãe. Ele começou a reclamar com sua mãe pelo fato dela ter aceitado o convite. Ele disse que não era mais criancinha, mas sua mãe disse que com essa mudança seria bom passar tempo com os vizinhos, então como sua mãe disse que eles iam e ponto final, Jeff nem reclamou, já que quando sua mãe falava, era aquilo e pronto. Depois da pequena discussão, Jeff foi ao seu novo quarto, deitou-se na cama. Começou a olhar para o teto e sentiu algo estranho. Não como uma dor, mas como um sentimento. Ele ignorou aquilo como um sentimento qualquer e ao ouvir sua mãe chamá-lo para descer e pegar suas coisas, ele foi.
 
No dia seguinte Jeff desceu para tomar café da manhã e ir para a escola. Ao se sentar, sentiu o mesmo sentimento do dia anterior. Agora era mais forte. Ele teve uma pequena dor, como um puxão, mas ignorou novamente. Assim que Jeff e Liu terminaram o café, foram até o ponto de ônibus. Sentaram-se lá e ficaram esperando o ônibus. De repente um garoto de skate pulou por cima deles, por apenas um centímetro de suas cabeças. Os dois deram um salto surpresos. " Mas o que é isso? " A criança no skate deu a volta e foi na direção deles. Deu um pisão na ponta do skate e pegou-o com a mão. A garoto parecia ter uns 12 anos; um ano mais novo que Jeff, vestia uma camisa da Aeropostale e um jeans azul rasgado.
 
" Ora, ora, parece que temos carne nova no pedaço." Em seguida mais outras duas crianças chegaram. Um era super magro e o outro era enorme. " Bem, já que vocês são novos no pedaço vamos nos apresentar; aquele ali é o Keith. " Jeff e Liu olharam para o magrinho. Ele tinha uma cara de paradão, que daria um braço esquerdo para você se precisasse. Após isso, o garoto apresentou Troy, o gordo. O garoto era um rolho de poço, não devia se exercitar desde que começou a engatinhar. " E eu, sou o Randy", o garoto de skate se apresentou. " Agora deixe-me explicar; para todas as crianças deste bairro, há um pequeno preço para a passagem de ônibus, se é que você me entende. " Liu se levantou pronto para dar um soco no garoto até ele virar do avesso, mas um dos amigos de Randy, tirou uma faca e apontou para ele. " Tsc, tsc, tsc, achei que vocês seriam mais cooperativos, mas parece que terei que fazer do jeito difícil. " Randy foi até Liu, tirou a carteira do bolso dele. Jeff teve aquele sentimento de novo. Agora era quase insuperável, ele sentia uma queimação. Jeff, então levantou-se, porém Liu pediu que ele novamente se sentasse. Ele ignorou e foi em direção à Randy.
 " Olha aqui, seu punkzinho, devolva a carteira do meu irmão ou..." Randy colocou a carteira no seu próprio bolso e tirou sua faca. " Ah, e o que é que você vai fazer? " Assim que o garoto terminou a frase, Jeff socou-o no nariz. Quando Randy foi colocar a mão no rosto, Jeff pegou o punho dele e quebrou. O garoto gritou e Jeff pegou a faca de sua mão. Troy e Keith correram para pegar Jeff, mas ele era muito rápido. ele jogou Randy no chão. Keith tentou atacar Jeff, mas ele se abaixou e enfiou a faca no braço dele. O garoto dixou a faca cair e caiu no chão gritando de dor. Troy também tentou atacá-lo, mas Jeff sem usar a faca socou-o no estômago e em seguida Troy caiu no chão, vomitando. Liu ficou boque-aberto ao ver o que seu irmão tinha feito.
" Jeff como você...? " Isso foi tudo que disse. Quando viram o ônibus vindo, sabiam que tinha que correr, pois seriam culpados de tudo aquilo.
 
Enquanto corriam, eles olharam para trás e viram o motorista do ônibus correndo para Randy e os outros. Na escola, eles evitaram comentar o assunto para não levantar nenhuma suspeita. Para Liu aquilo havia sido apenas um episódio em que seu irmão batia em crianças, mas Jeff sabia que tinha algo mais nisso. E isso não era normal. Jeff só pensava em ferir alguém quando aquele sentimento o atingia, era demasiadamente assustador. Jeff não gostava deste " poder ", mas não conseguia deter-se de se sentir feliz. Até quando Jeff passava pelo local da briga, o ponto de ônibus, ele se sentia feliz, mesmo sabendo que por causa da briga ele não poderia pegar ônibus novamente. Ao chegarem em casa, Jeff e Liu tentaram agir normalmente. Margaret perguntou como havia sido o dia deles e Jeff com um voz sombria disse que tinha sido um dia ótimo.
 
Na manhã seguinte a polícia chega na casa de Jeff. Jeff desceu as escadas, 2 policiais estavam em sua porta, e sua mãe o olhava com um cara realmente brava.
Margaret logo disse " Jeff, esses policiais estam dizendo que você atacou 3 crianças. E que não foi um briga normal, eles foram esfaqueados. Esfaqueados, filho! " Jeff olhou para o chão, mostrando que era verdade.
 
" Mãe, eles tinham facas, e apontaram para Liu e para mim. "
 
Após uma leve discussão com os policiais, Jeff sabia que ele não ia escapar dessa, mas sua mãe pediu para chamar Liu. Jeff não poderia fazer isso, sabendo que ele tinha batido nos garotos sozinhos. Jeff insistiu muito, dizendo que só ele havia batido nos garotos, porém sem sucesso. De repente Liu apareceu nas escadas, segurando uma faca.
" Fui eu que feri aqueles punkzinhos. E eu tenho marcas para provar. "  Ele levantou a manga e mostrou cortes e lesões, como se estivesse em uma briga.
" Filho, coloque a faca no chão! " Disse um dos policiais, apontando a arma para Liu. Liu deixou a faca cair no chão e foi andando na direção dos policiais.
 
Jeff tinha lágrimas nos olhos e dizia que ele tinha feito aquilo e não Liu, mas não adiantou, Liu assumiu a culpa por ele. Então seu irmão se foi. Algum tempo depois o pai deles chegou em casa, e vendo a expressão de Jeff, ele sabia que algo estava errado.
" O que houve Jeff? " Jeff não podia responder. Suas cordas vocais estavam tensas de tanto chorar. Em vez disso, a mãe de Jeff contou a péssima notícia à Peter.
 
Ao voltar para casa, Jeff viu que seus pais estavam totalmente chocados e decepcionados. Jeff não suportava o fato de Liu ter assumido a culpa, não suporta saber que seus pais achavam que tinha sido Liu que bateu naqueles garotos. Ele foi dormir, então, para ver se aquilo tudo saia de sua mente. Dois dias se passaram sem notícias de Liu da prisão. Não havia amigos para sair, só culpa e tristeza, até que veio sábado. Margaret acordou Jeff com uma cara feliz.
 
Jeff achou que era algo bom, mas era a festa de Billy. Sua mãe falou que seria bom, pois ele poderia esquecer toda essa situação com seu irmão e tal.
 
Jeff lutou para se levantar. Sua mãe já havia ido se arrumar.
 
Jeff colocou uma roupa de qualquer jeito e desceu as escadas. Ao chegar em baixo viu seus pais de terno. Jeff ficou se perguntando o porque deles sempre usarem essas roupas extravagantes em festas de crianças.
 
A mãe de Jeff insistiu que ele fosse pegar uma roupa mais decente, após uma leve discussão ela foi até o guarda-roupa dele, mas ele só tinha roupas listradas. Depois de um tempo, Jeff finalmente desceu, com um moletom branco e uma calça preta para ocasiões especiais.
 
" Você vai assim? " Seu pais perguntaram. Bem, ao ver a hora a mãe de Jeff não ligou para roupa do filho, puxou Peter e ele e foram para a festa.
 
Ao chegar na casa de Bárbara, ela abriu a porta e eles viram que ela se vestia extravagantemente como eles. Entrando dentro da casa, Jeff só viu adultos e não crianças. Bárbara então, avisou-lhe de que as crianças estavam no pátio.
Ao ir ao pátio, Jeff só viu crianças pequenas, com trajes de bem bizarros, de vaqueiros. Elas também corriam de um lado para o outro com armas de brinquedo. Um garoto chagou perto de Jeff, deu uma arma de brinquedo para ele e um chapéu. Em seguida o garoto perguntou se Jeff não queria brincar, mas Jeff negou. O garoto fez uma cara de cachorro sem dono e falando com uma vozinha, acabou conseguindo fazer Jeff brincar. Jeff colocou o chapéu e começou a brincar. No princípio ele achou que era ridículo estar fazendo aquilo, todavia, percebeu que estava se divertindo. Poderia não ter sido algo muito legal, mas pela primeira vez algo o fez esquecer do ocorrido com Liu.
 
Depois de um tempo brincando com as crianças, ele viu algo sobrevoar a cerca. Algo bate nele. Randy, Troy e Keith pulando a cerca com seus skates. Jeff deixou cair arma de brinquedo e tirou o chapéu, ele viu Randy o olhar com ódio, muito ódio mesmo.
 
Randy falou com Jeff, ele falou sobre os " negócios " que eles tinham a resolver. Jeff olhou o nariz machucado de Randy. " Estamos quites creio eu. Eu te dei um surra e você enviou Liu para o centro de detenção. " Jeff falou enraivecido.
Randy tinha fúria nos olhos. "Oh não, eu não jogo para empatar, e sim para ganhar. Você pode ter acabado com a gente no outro dia, mas não hoje." Quando Randy falou, Jeff correu e Randy foi atrás dele. Ambos caíram no chão. Randy socou o nariz de Jeff, e Jeff agarrou-o pelas orelhas e deu uma cabeçada nele. Jeff empurrou Randy pra longe e ambos se levantaram. As crianças estavam gritando e os pais correndo para fora da casa. Troy e Keith puxaram armas de seus bolsos.
"Ninguém se mexe ou tripas vão voar!" eles disseram. Randy puxou uma faca e apunhalou o ombro de Jeff.
Jeff gritou e caiu de joelhos. Randy começa a chutá-lo no rosto. Depois de três chutes, Jeff pega o pé de Randy e torce-o, fazendo com que Randy caia no chão. Jeff se levantou e correu em direção a porta dos fundos. Porém, Troy agarrou-o. 
"Precisa de ajuda?" Ele pegou Jeff pelo colarinho e jogou-o de volta pro pátio através da porta. Enquanto Jeff tenta ficar de pé ele é chutado para o chão novamente. Randy começa a chutar repetidamente Jeff, até que ele começa a tossir sangue. 
"Vamos Jeff, lute comigo!" Ele pega Jeff e atira-o para a cozinha. Randy vê uma garrafa de vodka em cima do balcão e esmaga o vidro sobre a cabeça de Jeff. "Lute!" Ele joga Jeff de volta para a sala de estar. 
"Vamos Jeff, olhe para mim!" Jeff olha para cima, o rosto cheio de sangue. "Eu sou quem mandou seu irmão pro centro de detenção! E agora você só vai só sentar ai e deixá-lo apodrecer lá por um ano inteiro! Você deveria se envergonhar!" Jeff começa a se levantar.
"Ah, finalmente! Levante e lute!" Jeff agora está de pé, sangue e vodka no rosto. Mais uma vez ele fica com aquela sensação estranha, aquela que ele já não sentia há algum tempo."Finalmente. Ele está de pé!" Randy diz enquanto corre em direção a Jeff. É quando acontece. Algo dentro de Jeff se encaixa. Seu psicológico é destruído, todo o pensamento racional se foi, tudo o que ele pode fazer, é matar. Ele pega Randy derruba-o ao chão. Ele fica em cima dele e lhe dá um soco direto no peito onde fica o coração. O soco faz com que o coração de Randy pare. Enquanto Randy suspira. Jeff golpeia-o. Soco após soco, o sangue jorra do corpo de Randy, até que ele dá um último suspiro e morre.

Todo mundo está olhando para Jeff agora. Os pais, as crianças chorando, até Troy e Keith. Apesar de estarem assombrados, Troy e Keith apontam suas armas para Jeff. Jeff vê as armas apontadas para ele e corre para as escadas. Enquanto corre, Troy e Keith disparam fogo contra ele, todos os tiros perdido. Jeff sobe as escadas. Ele ouve Troy e Keith seguindo-o. Enquanto disparam suas últimas balas, Jeff entra no banheiro, pega o toalheiro e arranca da parede. Troy e Keith correm para o banheiro com as facas em punho preparadas.
Troy move sua faca em direção a Jeff, que se afasta e bate com o toalheiro no rosto de Troy. Troy cai duro e agora tudo o que resta é Keith. Ele é mais ágil que Troy, e desvia quando Jeff tentava acerta-lo com o toalheiro. Ele larga a faca e pega Jeff pelo pescoço, empurrando-o contra a parede. Uma coisa como água sanitária que estava na prateleira caiu em cima dos dois. Ambos sentem a pele queimar e começaram a gritar. Jeff enxugou os olhos da melhor forma que pôde, e puxou o toalheiro, acertando direto na a cabeça de Keith. E antes que Keith sangrasse até a morte, deixou escapar um sorriso sinistro. 
"O que há de tão engraçado?" Jeff perguntou. Keith pegou um isqueiro e ligou-o. "O que é engraçado?", disse, "é que você está coberto de água sanitária e álcool." Jeff arregalou os olhos ao ver Keith jogando o isqueiro nele. Assim que o isqueiro aceso fez contato com ele, as chamas iniciaram. Enquanto o álcool o queimava, a água sanitária branqueava sua pele. Jeff gritava terrivelmente enquanto ardia em fogo. Ele tentou rolar para fora do fogo, mas não adiantava, o álcool tinha feito dele um inferno ambulante. Ele correu pelo corredor, e caiu das escadas. Todos começaram a gritar quando viram Jeff, agora uma tocha-humana, cair no chão, quase morto. A última coisa que Jeff viu foi sua mãe e os outros pais que tentavam apagar as chamas. Foi quando ele desmaiou.
 

 
 Quando Jeff acordou ele tinha um molde de gesso na cara. Ele mal podia ver, sentia o molde em seu ombro e os vários pontos por todo seu corpo. Tentou se levantar, mas caiu e percebeu que tinha tubos em seu braço. Uma enfermeira ajudou-o a levantar. Ela o colocou na cama novamente o alertando de que não poderia se levantar ainda. Jeff deitou-se ali, sem visão, sem saber o que havia ao seu redor. Finalmente depois de horas, a voz da sua mãe soou.
" Jeff, você está bem filho? " Perguntou ela. Com o rosto coberto de gesso ele podia responder. Sua mãe lhe avisou de que Liu havia conseguido sair da detenção depois de que testemunhas afirmaram que Randy e os outros marginais começaram a briga. Isso fez Jeff pular da cama, mas ele lembrou dos tubos em seu braço. Então a mãe dele disse que Liu estaria solto no dia seguinte, em seguida lhe da um abraço e vai embora.
 
As semanas se passaram até chegar o dia de tirar o gesso da cara de Jeff. Todos de sua família estavam presentes no hospital. Todos viram até o último o do rosto. " Vamos esperar o melhor. " disse o médico. Ele tirou a a atdura do rsoto de Jeff e a mãe de Jeff da um grito, seu irmão e seu pai o olham totalmente assustados com a nova face.
" O que? O que houve com meu rosto? " Jeff perguntou. Jeff ignora sua tontura, vai até o banheiro, olha para o espelho e ve seu novo rosto. A cara dele era simplesmente horrível.
 
 

 Os lábios estavam queimados a um puro tom de vermelho. O rosto ficou branco, totalmente branco e seu cabelo chamuscou de marrom a preto. Ao colocar a mão em seu rosto sentiu com se colocasse a mão em couro agora. Ele olhou de volta para sua família e depois para o espelho.
" Jeff, isso não é tão ruim. " disse Liu tentando acalmar Jeff.
 
Para a surpresa de todos, Jeff disse que seu rosto era perfeito. Jeff começou a rir e dizer que aquele rosto era perfeito para ele, combinava muito com ele. Ele acarisiou seu rosto e continuou rindo. olhnado no espelho. O que teria causado isso? Vamos lembrar que na luta com Randy, Jeff perdeu sua sanidade. Agora foi definitivo, ele tinha virado uma máquina de matar, e o piro é que seus pais não tinham noção disso. Todos perguntavam se ele estava bem. Até que foram ao doutor e ele os explicou que a dose de analgésicos que Jeff tomou foi grande e isso pode ter causado essa reação estranha do garoto. Ele alertou de que se o comportamento não voltasse ao normal em uma semana ele devia retornar ao hospital. Após isso ela chamou Jeff para sair. " Jeff querido, hora de ir! " Jeff olha de longe, pro espelho, ainda tem aquele rosto de maluco. " Tudo bem mamãe. Ha hahahahah haha haha! " Sua mãe pegou-o pelos ombros e o levou para pegar suas roupas no armário.
A mãe de Jeff viu o moletom a as calças pretas que Jeff usara na festa, agora eles estavam costurados e limpos do demasiado sangue. Em seguida Jeff vestiu sua roupa e saiu com sua mãe, que não imaginava que seria seu último dia de vida.
 
Á noite, a mãe de Jeff acordou com o que seria um choro vindo do banheiro. Ela foi lentamente em direção do banheiro e ao ver o que era ela quase deu um grito. Era horrendo, seu filho Jeff estava cortando os lábios. Ele escupiu uma espécie de sorriso eterno em seu rosto.
" Jeff, o que você está fazendo? " perguntou sua mãe um tanto assustada. Jeff olhou para ela. " Eu não conseguia me manter sorrindo mamãe. Doeu depois de algum tempo. Mas agora eu rirei para sempre. " A mãe de Jeff percebeu seus olhos anelados em preto. Ela perguntou sobre os olhos dele. Aparentemente não se fechavam nunca.
 
 " Eu não podia ver meu rosto. Eu comecei a ficar cansado, meus olhos começaram a fechar. Queimei as pálpebras então, para poder ver meu rosto sempre; esse meu novo rosto. " A mãe de Jeff começou a se afastar, vendo que seu filho tinha se tornado um louco." O que foi mamãe? Não gostou do meu novo rosto? " Margaret disse que o rosto dele era lindo e subiu alegando que ia chamar Peter para ver o rosto de Jeff. Chegando lá ela disse para Peter pegar a arma, mas foi interrompida por Jeff na porta.
" Mamãe você mentiu para mim." Foi a última coisa que eles ouviram, depois Jeff correu e esfaqueou os dois, assim matando-os.
 
 

Como invocar Slenderman! haha


Como invocar Slenderman

(Isso funciona melhor à noite) 
Vá para a floresta, e esculpir um círculo em uma árvore e colocar X e através dele. pressione o rosto suavemente contra a árvore e feche os olhos. 
Chant: Slenderman, Slenderman, todas as crianças tentar correr, 
Slenderman, Slenderman, para ele a sua parte da diversão. 
Slenderman, Slenderman, vestido com seu terno escuro e gravata, 
Slenderman , Slenderman, você certamente vai morrer ... Então, vire-se.

garota remendada !


Garota remendada

Já era tarde e minha mãe mandou eu desligar o computador e ir para a escola amanhã, eu não queria ir por que já sabia o que iria acontecer comigo mais simplesmente desliguei e fui me deitar.
No outro dia de manhã meu relógio despertou as 6:30 acordei e me arrumei para ir na escola esperei minha vã até que algo me chamou a atenção já era 6:50 e ela ainda não havia passado resolvi ir a pé a escola ficava a alguns minutos e eu não ia ligar de chegar alguns minutos atrasada após chegar as metidas olharam com um olhar torto um olhar de nojo ignorei e fui pra sala.
No intervalo fui pegar meu lanche no armário e algo caiu do meu armário bem nos meus pés e o recado dizia:
-Nós não queremos você aqui vá embora!
Eu o amassei e joguei fora peguei meu dinheiro e sai sem dar a mínima pro que tinha acabado de ler, assim que o intervalo acabou usei o banheiro e fui pra aula.Elas continuavam a me olhar daquele jeito após aquelas ultimas aulas fui indo embora aquelas meninas me abortaram puxando meu cabelo olhei pra trás e vi Barbara,Camila e Taís Barbara a ‘chefe’ das vacas de salto começou a me dar chutes e socos revirei com uma cotovelada em seu rosto fazendo ir embora chorando e puxando Camila só sobrou Taís que veio me arranhando mordi seu pulso fazendo Taís chorar e correr sai correndo em direção minha casa assim que cheguei minha mãe me perguntou como tinha sido meu dia eu disse que foi legal e subi para o meu quarto escrever em meu diário:
-Aquelas garotas me odeiam por que?por que?Eu não fiz nada elas me odeiam por que eu não uso rosa não tenho namorado não sou igual a elas não uso maquiagem elas vão ver!
Assim que terminei de escrever em meu diário minha mãe mandou eu ir tomar banho para jantar foi o que fiz tomei meu banho jantei e fui jogar pelo menos aquilo tirou meus pensamentos da briga de hoje já era 01:23 assim que meu pai desceu mandando eu ir dormir desliguei o vídeo game e fui dormir acordei o mesmo horário e dessa vez consegui pegar a vã.
Depois que cheguei na escola,algo tocou meus pensamentos eu não tenho amigos quando foi a ultima vez que eu sai de casa com alguém?Parei de pensar e fui pra aula fiquei pensando na briga de ontem e assim que Barbara saiu Camila me disse alguma coisa que eu não prestei a atenção quando fui levantar o sinal tocou pro intervalo e eu fui novamente no meu armário outro bilhete caiu só que estava escrito outra coisa:
-Vamos ver se você é mesmo corajosa hoje na hora da saída vá na sala de ciências foi o que fiz na hora da saída assim que cheguei haviam 8 garotas pelo o que eu me lembre foram necessárias 5 delas para me segurar enquanto 3 me cortavam brutalmente assim que terminaram de me deformar saíram deixando as facas e laminas no local.
Nesse dia não voltei para a casa minha mãe estranhou e foi na escola com policiais e o que acharam foi horrível eu totalmente cortada meus pais mandaram só fecharem e trancarem a porta e ninguém entrar depois disso eu vi algo preto me acordando assim que acordei estava toda costurada e essa coisa disse bem baixo com uma voz grave:
-faz a tua vingança com elas faz tua felicidade.
Fui até a casa de Barbara fiz questão de fazer doer doer muito e também fiz questão de ir na casa de uma por uma dizendo:
-Olha como eu estou linda fique como eu!

lembra de mim?


voce lembra de mim?

Você lembra-se de mim? Você costumava me ver aos cantos da casa quando era criança, na esperança que eu me afastasse. Eu sou aquele que fez sua fé aumentar, de tanto você rezar para escapar, eu sempre vi você dormir, e você sempre achando que um dia eu ia partir. 
Em meio aos brinquedos espalhados ao chão, crianças levadas não são privilegiadas, seus choros, seus medos, seus pesadelos, todos com uma fonte em comum, não é por que você ficou mais velho que eu te abandonei. As luzes de lanternas fracas mostram minhas sombras pela casa, aos espelhos meu reflexo estampado, a parte escura da casa sempre meu lar, por que você não vem brincar? Eu prometo que você 
irá adorar! Segure seu pequeno urso, talvez ele te proteja, acho difícil. Grite aos seus pais, eles não irão te ouvir. Chame seus irmãos, se algum deles estiver entre nós ainda. Você consegue ouvir meus passos? Você consegue ouvir minha respiração? Você pode sentir meu cheiro? Toda noite aqui para te aterrorizar, o arrepio em seu pequeno corpo, com diversos nomes e faces, mas os mesmos olhos vazios. Você pode correr nos cobertores se esconder, eu ainda estou a lhe ver. Sede? Vontade de ir ao banheiro? Oportunidades! 
Talvez eu consiga te alcançar, ou talvez em sua cama seus pés eu vá puxar, é melhor se cuidar… Pois eu vou estar lá…

A teoria das cordas

Alguma vez você viveu uma experiência, em que teve a sensação de ter mais alguém em sua casa, mas apenas pensou: “não quero saber” e simplesmente esqueceu? Algumas vezes, o medo do desconhecido parece ser a melhor opção, em vez de enfrentar o perigo real e concreto. Normalmente, não é nada, entretanto, algumas vezes, por exemplo, eu poderia jurar que um móvel tinha mudado de lugar, mas talvez fossem apenas truques desconcertantes da memória.




Mas, e quando acontece algo que realmente te impressiona? Você fugiria? Ignoraria?

Segunda-feira passada era um dia normal. Acordei, escovei os dentes e vesti o uniforme escolar... Todo o ritual matinal. Parecia um dia comum, como qualquer outro. Até que as vi. As cordas.

Haviam três ou quatro cordas grossas no meu quarto. Cruzavam entre as paredes da minha casa, uma estava amarrada à porta. Não havia como eu não ter percebido elas antes, certamente teria tropeçado nelas ou coisa assim. Estavam amarradas em ganchos nas paredes, os quais não existiam há alguns segundos.

Ninguém entrou no meu quarto enquanto eu estava nele, e muito menos fez isso. Era cedo e eu estava acordando. Então, eu simplesmente ignorei o que vi, desamarrei as cordas e fui para a escola.

Contudo, as coisas ficaram mais estranha. Fora de minha casa, haviam centenas delas, atadas entre as casas, ao redor dos carros, através das ruas... Isso deveria ser uma pegadinha. Algum desses programas estúpidos de câmera escondida. Certamente disseram às pessoas que se escondessem e amarraram as cordas nos objetos.
Com um pouco de medo, continuei meu caminho. No ônibus, todos, exceto eu, estavam amarrados à porta. Na escola, grupos de amigos estavam amarrados uns aos outros e os professores amarrados em suas mesas. O que me estranhava nestes momentos, era por que haviam me deixado fora da pegadinha.

Quando minha amiga Lucy sentou ao meu lado, na primeira aula, ela simplesmente pôs a bolsa nas minhas pernas e descansou o queixo sobre a mão, olhando pela janela.

- Oi Lucy!

Nenhuma resposta.

- Vamos, não acredito que você está nisso também.

Ela suspirou e começou a pegar os livros em sua bolsa. Todos os livros estavam amarrados à suas mãos. Me irritei e arranquei a corda de um livro. Me pareceu que ela não notou, e simplesmente deixou que o livro caísse no chão.

Me abaixei, colocando o livro novamente em sua classe. Ela não se deu conta.

- Ah, ok, como vamos fazer? – disse-lhe sorrindo, tratando de parecer entrar na brincadeira, mas, na verdade, estava tentando esconder meu nervosismo. Então, desesperado, arranquei todos os fios amarrados em sua mão. Lucy piscou, e então me olhou.

- Nossa, Caz! Você é um ninja ou o quê?

- Estou sentado aqui há 10 minutos. – Lhe sorri, aliviado que ela tinha me notado.

- De onde surgiram todos estes fios? – Me disse, parecendo nota-los pela primeira vez.

- Pensei que estavam brincando... – Lhe disse.

Lucy levantou, foi até o canto da sala e ninguém pareceu notar sua presença.

- Não estavam aqui há alguns minutos! Você também os vê?! – Pelo seu tom, era claro que ela estava assustada.

- Não. Por acaso você... - Fui interrompido pela professora batendo a porta. Todos, exceto Lucy e eu, murmuraram “Bom dia” e, ainda assim, ninguém parecia notar nossa presença.

- As pessoas estão me ignorando o dia inteiro. – Disse à Lucy, antes de me dirigir à professora: - Ei! Estúpida! Não sabe ensinar nem um cachorro!

Nenhuma reação.

- Estou farta de todas essas porcarias! – Lucy jogou algumas cordas para o lado e saiu da sala.
Lhe segui e, surpresa! Ninguém notou.

Por um momento, vagamos pelos corredores, entrando e saindo das salas. Cada vez que desamarrávamos a corda de algum livro ou cadeira de alguém, era como se, de repente, aquilo não tivesse mais importância para aquela pessoa. Como se não existisse.

Lhe mostrei a rua. Havia mais cordas do que pela manhã. Quase o dobro. Com cuidado, caminhamos um pouco, afastando as cordas. Não é uma grande coisa, eu sei, mas o que você faria nessa situação? Como disse, o medo do desconhecido, algumas vezes, parece ser a opção mais segura. Em algumas ocasiões, sugeri que nos amarrássemos a alguma coisa. Lucy negou-se. Ela estava aterrorizada.

Na lanchonete, pegamos dois sanduíches e bebidas da geladeira. Encontramos uma mesa, desamarramos todas as cordas que estavam nas cadeiras e nos sentamos. Estávamos em silêncio, ambos bastante assustados, ambos distraindo um ao outro, ambos observando as pessoas na lanchonete, completamente amarradas.

Depois de 20 minutos, Lucy falou:

- Olhe, ela vai pegar um sanduíche.

Apontou para uma mulher que estava no fundo da lanchonete. E assim foi: ela caminhou até o refrigerador e pegou o sanduíche, que estava amarrado em sua mão.

- Ela pagará por ele e sairá.

E assim foi, ela foi ao balcão, pagou e foi embora.

- Como você sabia disso, Lucy? – Indaguei, confuso.

- É só olhar para as cordas, elas estão amarradas aos lugares que as pessoas vão e ao que irão pegar ou fazer. – Respondeu Lucy.

- Isso é horrível! – Disse – Vamos embora, por favor.

Lá fora, não era melhor. Todo mundo simplesmente seguia as cordas. Lucy disse que queria ir para casa dormir, e acordar disso. Disse-lhe que tudo bem e a acompanhei até sua casa. Ela vivia a 10 minutos dali.

Quando chegamos em sua rua, Lucy parou abruptamente, com a boca acerta.

- O que foi agora? – Lhe disse.

- Olha. – Apontou para a casa de um de seus vizinhos.

O vi claramente. E levarei esta visão até minha morte. Era um pequeno duende, de talvez meio metro de altura, caminhando com os nós dos dedos no chão, quase como um macaco. Tinha olhos enormes e amarelos, que tomavam quase metade do seu rosto, e não tinha boca, ou nenhuma outra característica facial. Carregava consigo um martelo e um rolo de corda, que deixava desenrolar atrás dele.

Caminhava rápida e silenciosamente, desde a porta principal da casa até a caixa de correio. Parou, martelou uma estaca ao lado da caixa e amarrou a corda ali. Virou-se em direção a onde estávamos e se deteve quando nos viu. Nos olhava com assombro e curiosidade. Quase poderia dizer que ele estava mais assustado que nós. Então, nos fez um sinal com sua pequena mão.

Olhei para Lucy, mas ela sequer piscava. Virei para a criatura, que me olhava fixamente.

Me aproximei dele. Com temor, reduzi pouco a pouco a distância entre nós. Esse não era o medo do desconhecido, mas sim, medo daquela pequena criatura. Quando estávamos a um metro de distância um do outro, ele me estendeu a mão.

- Hum. Oi. – Lhe toquei e ele moveu sua cabeça em aprovação, piscando seus enormes olhos amarelos.

- É você o responsável pelas cordas? – Assentiu com a cabeça. Chamei Lucy, mas ela não quis mover-se de onde estava.

- Há mais seres como você? – Assentiu outra vez. Queria lhe perguntar mais coisas, como o que ele era, de onde vinha... Mas parecia que estava preso a perguntas de “sim” e “não”.

- Nós temos vontade própria?
Me olhou fixamente, quase triste. De imediato, me senti mal e não pude suportar olhar mais para o pequeno monstro. Peguei Lucy pela mão, ela tinha escutado tudo, e nos sentamos enquanto ela encostava sua cabeça em mim.

- Vamos.

Entramos em sua casa e lhe fiz uma xícara de chá. Quando a encontrei na sala, ela havia desamarrado seu cachorro, e estava abraçada com ele, chorando. Deixei o chá de lado e me sentei junto dela.

- Vou dormir. – Murmurou de repente e, em menos de um minuto, estava dormindo. Essa opção começou a soar muito bem, e minhas pálpebras começaram a pesar.

Deitei na almofada e a última coisa que escutei antes de cair no sono, foi o barulho de vários pezinhos perto de mim.
No dia seguinte me senti muito melhor, como se tudo tivesse sido um sonho. A mãe de Lucy me acordou, perguntando o que eu estava fazendo, dormindo em sua casa sem permissão. No final, nos preparou um café da manhã.

Durante o café da manhã, Lucy me perguntou por que estava pálido e nervoso. Olhei para ela e sorri, murmurando algo sobre dor de cabeça.
Mas a verdade é que tinha medo. Muito medo. Eu não via corda alguma e me perguntava se minhas ações eram realmente minha vontade.